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  1. Sinceridade negra

    19 de junho de 2007

    A sinceridade dos políticos é negra no “país da piada pronta”. As piadas de humor negro são aquelas que, apesar de engraçadas, dizem respeito a uma realidade nada engraçada. Como aquelas anedotas do leproso ou das crianças em países da áfrica. Pois o “país da piada pronta” fabrica não só piadas de humor negro, mas também declarações políticas de “sinceridade negra”. Nos últimos meses a verdade tem andado nua e crua na boca dos ditos nossos representantes. A última foi a da ministra-sexóloga Marta Suplicy que admitiu que a situação do caos dos aeroportos não teria jeito e que o melhor para os passageiros seria “relaxar e gozar”, disse ela, para logo em seguida tentar se desculpar. Mas pelas bandas de cá também existe muita declaração de “franqueza negra”. Semana passada na Câmara de Vereadores, em Volta Redonda, um dos parlamentares afirmou taxativo: “Não vamos pensar que existem santos nessa Casa. Enquanto olhamos o rabo dos outros, o nosso fica descoberto”. Rabo por rabo, não afirmo que todos os políticos seriam “demônios”, mas a sinceridade é negra. Na sucessão de escândalos pecuário-políticos e extra-conjugais em Brasília, mais um exemplar. O ex-deputado Roberto Jefferson - aquele do mensalão - fez uma confissão estarrecedora. Disse sobre o caso e o caso do senador Renan Calheiros com a jornalista (!) Mônica Veloso: “Pelo menos deveria ter feito vasectomia. Eu fiz”. Aliás, Bob Jefferson é pioneiro na sucessão de declarações de “sinceridade negra”. Na época do mensalão confessou ter usado R$ 4 milhões de caixa 2 em sua campanha. E quanta gente aplaudiu essa “sinceridade”, mas pelo menos dessa vez, dizer a “verdade” foi bom. O país não teve que aturar mais quatro anos do mister Bob Jeff e sua franqueza. Tem que rir pra não chorar... e acreditar porque é sincero.
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