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  1. O jovem jornalista não tinha nada melhor pra fazer naquela noite fria de meados de 2009, em Juiz de Fora (MG). Fora a boa aula de um professor da pós sobre ferramentas de marketing, por aquele dia não havia passado nada de interessante e parecia que terminaria assim, sem mais. Assim que foi convidado por um grupo de amigos jornalistas do curso pra ir até um show que aconteceria no pátio central do campus da Universidade aceitou de pronto.

    Pronto para ouvir músicas que não conhecia e tomar umas cervejas enquanto trocava idéias com os colegas até a noite acabar e a madrugada chegar. Acabou chegando mais perto do palco para ver, admirado, a apresentação daquela nova trupe. Admirável novidade foi a poesia que entrou em seus ouvidos em forma de notas musicais, malabarismos, acrobacias em uma encenação mágica e teatral.

    O Teatro Mágico declamava suas músicas que pra ele se tornaram hinos de um momento ímpar na sua vida. Vital e momentaneamente tudo fazia muito sentido ao ouvir as letras de Anitelli que parecia que haviam sido escritas por ele (as músicas que ele queria ter escrito estavam ali, se poeta fosse). Não fosse a trupe do TM talvez não tivesse começado a se interessar por sons diversos que hoje divertem seus ouvidos.

    Inadvertidamente, fazia toda a diferença estar ali naquele momento, num dia que até então seria tão corriqueiro, mas que acabou deixando sua marca. Deixo vocês com o 3º lugar na minha lista de músicas pra dividir, aguardando o próximo ato deste espetáculo que já está por vir.



    O que se perde enquanto os olhos piscam

    O Teatro Mágico

    Pronde vai?
    Toda tampa de caneta?
    Todo recibo de estacionamento?
    Todo documento original?
    Isqueiro, caderneta,
    A camiseta com aquele sinal...
    Pronde vai... toda palheta?
    Pronde foi... todo nosso carnaval?
    Pronde vai?
    Todo abridor de lata?
    Toda carteira de habilitação?
    Recado não dado, centavo, cadeado?
    Todo guarda-chuva!
    Pra fuga pro temporal!
    Pronde vai... o achado, o perdido?
    Eu não sei, veja bem...
    Não me leve a mal...
    Pronde vai?
    Todo outro pé de meia,
    Carteira, brinco e aparelho dental?
    Pronde vai... toda diadema?
    Recibo, receita e o nosso enredo inicial?
    Pronde vai?
    Toalha de acampamento,
    Presilha, grampo, batom de cacau
    Elástico de cabelo
    Lápis, óculos, clips, lente de contato?
    A nossa má memória!
    A denúncia no jornal?
    Pronde vai... aliança, chaveiro, chave, chinelo?
    E o controle pra trocar canal
    Pronde vai?
    O solo que não foi escrito?
    Labareda nesse labirinto,
    O instinto, o reflexo, sem seguro
    O coro do socorro! o lançamento oficial!
    Pronde vai... a culpa da cópia?
    Pronde foi... a versão original!?
    Pronde vai?
    A bala que se disparô?
    O indício do vício que disseminou
    A busca do corpo por algo vital?
    A firmação do pulso! o discurso radical!
    O troco em moeda... a lição da queda
    Pronde foi... nosso humor e moral?
    Pronde vai? todo nosso desalento
    Morre brisa nasce vendaval
    Pronde vai a reza vencida pelo sono
    Ela vale? me fale... me de um sinal!

    São Longuinho
    Me fale me de um sinal!

    Pra onde foi?
    O canhoto, benjamim de tomada
    Simpleza, prudência, clareza... consideração!
    Autenticidade, compaixão, certeza... o perdão
    A urgência, carrega a dor de bateria,
    O extrato, a ponta, a conta nova, a cola e a extensão,
    O estímulo,o exemplo, a voz dissonante...
    A coragem do meu coração!

    São Longuinho, são Longuinho
    Me fale me dê um sinal!
    São Longuinho, são Longuinho
    Pra onde foi?
    A coragem do meu coração!


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  2. 1 comentários:

    1. Jader Moraes disse...

      Essa é pra dividir mesmo! Dividir, somar, multiplicar...
      TM é show! Sua lista, aliás, está show!