Nesta cena de "O Banheiro do Papa", Beto se esforça para chegar com o vaso sanitário ao banheiro que tinha construído no quintal de sua casa, enquanto poucos peregrinos passam pela cidade para ver o Papa.
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"O Banheiro do Papa" - expectativas frustradas em Guaratiba
25 de julho de 2013
A mudança de local para a realização da vigília e missa de encerramento da Jornada Mundial me lembrou um filme que assisti há alguns anos chamado "O Banheiro do Papa" (El Baño del Papa, 2007), uma produção franco-uruguaia-brasileira, ganhadora de prêmios cinematográficos pelo mundo.Baseado em um fato real, o filme de César Charlone e Enrique Fernandez retrata o impacto da visita do Papa João Paulo II, em 1988, em uma cidade do Uruguai, Melo, próxima à fronteira com o Brasil, onde muitos habitantes vivem de pequenos serviços, como contrabandear de bicicleta, produtos de consumo comprados em Aceguá, no Rio Grande do Sul.A vinda do Papa é noticiada pela imprensa com grande alarde, anunciando a vinda de milhares de pessoas para o evento. No panorama de dificuldade de emprego e oportunidades, a vinda do Papa é vista pela população de Melo como uma oportunidade de abrandar a pobreza. Os moradores daquela pobre cidade fazem empréstimos com agiotas, vendem e penhoram bens e utilizam suas economias com o objetivo de ver um retorno com a venda aos fiéis.Um dos muambeiros da cidade é Beto, que vive em condições financeiras muito difíceis, com a esposa Carmen e Sílvia, filha que sonha ser jornalista. Para realizar o sonho da filha, Carmen guarda todas as suas economias. Mas Beto precisa comprar uma motocicleta para melhorar seus negócios de contrabando e vê na construção de um banheiro para a visita do Papa a solução.Na brilhante ideia de Beto, enquanto todos revenderiam alimentos e bebidas aos peregrinos, ele faria diferente. Aquela multidão de gente precisaria de um lugar para se aliviar, e ele teria o local perfeito, um banheiro novinho, que alugaria e ganharia, assim, rios de dinheiro.Diferente do que ocorrerá no bairro de Guaratiba, no Rio de Janeiro, em Melo, no fim das contas, o Papa visitou a cidade. No entanto, fez uma passagem rápida. E o número de peregrinos atraídos foi muito inferior à expectativa. Dos 50 mil esperados, não estiveram nas ruas mais que 8 mil pessoas, a maioria delas, habitantes da própria cidade uruguaia.O articulista Iuri Muller lembra em artigo publicado no blog Sul21: "o Papa veio, se foi, e pronto! Quando recém o leitãozinho de estimação começava a pingar graxa no braseiro, quando os primeiros chouriços caseiros pegaram a dourar e a estalar, o homem já tinha ido embora e todo mundo se foi - se foi sem almoçar nem nada -, e ficou só a terra vermelha pisoteada da esplanada coberta de lixo barato".Os relatos colhidos pela imprensa junto a moradores de Guaratiba já demonstram a frustração com o cancelamento dos eventos no chamado Campo da Fé. As chuvas escancararam a falta de planejamento para o evento. O espaço, uma área privada que por sinal herdará as benfeitorias pagas com dinheiro da organização da JMJ, virou um pântano, cheio de lama, o que tornou impraticável a presença dos peregrinos."Gastei R$ 1,5 mil para comprar bebidas para vender para os peregrinos. Quem vai cobrir agora esse prejuízo?", queixou-se o morador Paulo Teixeira Felipe, revelando ainda que vários vizinhos chegaram a alugar casas para os participantes.Nessa história em que a arte imita a vida e, mais de 20 anos depois, já com outro Papa, a vida imita a arte e a vida, o texto de Aldyr Garcia Schlee, autor do livro "El día en que el Papa fue a Melo", demonstra bem, guardadas as devidas particularidades, a questão social por trás dessas duas histórias:"Foi uma pena, porque Melo (Guaratiba) era uma festa, antes da chegada do Papa. A gente notava nas caras das pessoas - nos gestos, nas atitudes - uma alegria sem necessidade de explicação, alguma coisa muito rica e muito viva que alguém chamaria equivocadamente de orgulho municipal ou de vaidade ufana, mas que era muito mais ou muito menos do que isso: era o júbilo dos deserdados, o regozijo dos esquecidos despertados repentinamente para um momento de confiança, para uma possibilidade de certeza."
Nesta cena de "O Banheiro do Papa", Beto se esforça para chegar com o vaso sanitário ao banheiro que tinha construído no quintal de sua casa, enquanto poucos peregrinos passam pela cidade para ver o Papa.Postado por Unknown às 14:42 | Sessões: cenas, comentários | 3 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Carta Maior: Um terremoto chamado Snowden
10 de julho de 2013
Reproduzo artigo publicado no blog Carta Maior com um "resumão" sobre as revelações de Eduard Snowden em relação ao serviço de espionagem norte-americano (o "olho que tudo vê", presente até no Grande Selo dos Estados Unidos).
____________________________________________Um terremoto chamado Snowden
Por Flávio Aguiar
Se houvesse uma escala para efeitos de denúncias internacionais, como há a Richter para os terremotos, o caso Snowden estaria no topo. De certo modo, as revelações do ex-espião norte-americano são mais impactantes do que as feitas tempos atrás por Julian Assange, com o auxílio de Bradley Manning.
No fim de semana passado, a Der Spiegel publicou uma entrevista com Eduard Snowden, feita ainda em junho em Hong Kong por Jacob Appelbaum com a ajuda de Laura Poitras. Na segunda-feira (8), foi a vez do The Guardian publicar mais uma fatia da entrevista feita por Glenn Greenwald (com Poitras na câmera e ajuda de Ewen MacAskill), também em junho e em Hong Kong antes de que as denúncias viessem a público. A primeira fatia fora publicada em 09/06. Ambas as fatias estão disponíveis no site do The Guardian; a entrevista da Spiegel está disponível em alemão e em inglês nos sites da revista, além de extensa análise de como opera a espionagem norte-americana em território alemão.
Juntando os dois segmentos do Guardian com o da Spiegel, é possível agora obter um quadro mais completo da situação e das revelações, conforme os itens abaixo descritos.
1) Existe uma rede praticamente única e fechada entre serviços de informação de cinco países: os EUA, o Reino Unido, a Austrália, a Nova Zelândia e o Canadá. A França aparentemente opera um sistema lateral, embora não desconectado daquele, que Snowden chama de “Five Eye Partners”. O serviço secreto alemão, através do Bundesnachrichtdienst (BND) é uma espécie de “irmão menor” do “Big Brother” norte-americano.
2) Apesar das sucessivas negativas por parte do governo alemão e dos pedidos de explicação da chanceler Angela Merkel ao presidente Barack Obama, é certamente impossível que as operações de espionagem norte-americanas em toda a Europa (na verdade em todo o mundo) e na Alemanha, em particular, fossem desconhecidas pelas autoridades de Berlim. O SPD, os Verdes e a Linke estão cobrando explicações. Mesmo o FDP, parceiro da CDU/CSU no governo, manifestou seu desconforto com as revelações das entrevistas. 78% do público alemão também exige explicações.
3) Frankfurt é um local estratégico para as comunicações e para a espionagem. É nesta cidade – capital financeira da Europa – que os cabos de fibra ótica da Ásia, do Oriente Médio e do antigo Leste europeu se conectam com os do Ocidente. Ali operam a alemã Deutsche Telekom e a norte-americana Level 3, que se jactam de filtrarem 1/3 das comunicaçòes mundiais de internet. É impossível desenvolver a espionagem denunciada por Snowden sem a cooperação destas empresas e de outras em Frankfurt, ou de agentes nela infiltrados, para dizer o mínimo.
4) Uma grande parte das informações armazenadas pelo sistema de espionagem (Snowden declara que o sistema tem capacidade para armazenar tudo o que capta pelo menos por três dias, mas isto está sendo “aprimorado”) parte do que é chamado de “metadata”. “Metada” é, em princípio, o conjunto de listas que todas as companhias telefônicas devem entregar a seus governos, contendo as informações sobre quem chamou quem e quando. Os “metadata” não contém o conteúdo de uma conversação, mas assim mesmo, segundo Snowden e outros pesquisadores da área, eles normalmente são o ponto de partida para detectar quando uma investigação deve ser aprofundada. Diz Snowden e os outros especialistas da área (entre eles o próprio Appelbaum) que as informações “metadata” são suficientes para traçar quase que na totalidade o perfil de um usuário. O sistema está sendo ampliado para a internet. A partir do manejo dos “metadata” e das informações suplementares obtiodas e armazenadas, torna-se fácil, por exemplo, “construir” um perfil de “inimigo” e colá-lo em quem quer que seja.
5) Além das prováveis operações em Frankfurt, a NSA (National Security Agency) certamente ainda opera um centro de espionagem na cidade de Bad Aibling, na Baviera, em cooperação com o BND. Este centro – do tempo da Guerra Fria – será desativado quando o Exército norte-americano concluir a construção de uma unidade na cidade vizinha de Wiesbaden. Tudo desta futura unidade vem dos Estados Unidos, dos tijolos às antenas parabólicas.
6) As entrevistas providenciam uma série de informações colaterais. Por exemplo, Snowden confirma que a NSA e o serviço secreto israelense construíram o vírus Stuxnet, usado para atacar o sistema de computação do programa nuclear iraniano.
7) Uma pequena declaração de Snowden no vídeo divulgado pelo Guardian em 08/07 chama a atenção para um outro aspecto – à primeira vista um pequeno detalhe, mas de fundamental importância. Greenwald pergunta como e por quê ele tomou a decisão de se tornar um “whistleblower”. Ao lado dos problemas de consciência levantados, ele declara que, como agente e analista de espionagem, ele tinha acesso a “informações verdadeiras” (true information), “antes que elas fossem transformadas em propaganda pela mídia”. Ou seja, uma parte do esforço da NSA se concentra em formar a opinião pública, e para tanto a cooperação da mídia – proposital ou não – é fundamental, como atesta o caso da guerra do Iraque.
8) Além da divulgação das informações, as entrevistas de Snowden permitem algumas conclusões relevantes. De fato, a segurança e até a vida dele correm perigo. Por isto, o asilo que ele busca – concedido previamente por três países, Bolívia, Nicarágua e Venezuela – é fundamental. O Brasil deveria no mínimo apoiar estas concessões de asilo, como fez Cuba, senão conceder ele mesmo o asilo. Também deveria fazer parte da ação do governo brasileiro a busca de uma alternativa viável para Snowden deixar Moscou, se for esta sua vontade, em direção ao país em que deseje se asilar. A espionagem e o governo norte-americanos vão caçá-lo por onde passe, e provavelmente com a ajuda subserviente dos governos europeus, como ficou evidente no caso do avião presidencial boliviano.
9) Henrique Capriles, líder da oposição venezuelana de direita, condenou a adecisão do presidente Nicolás Maduro, concedendo o asilo. O gesto é um índice da disposição das direitas do continente diante deste caso. Uma outra consideração importante: parte da nossa mídia conservadora vem tratando Snowden como um “delator”. É fato que a palavra é uma das traduções dicionarizadas para “whistleblower”. Mas seria melhor tratá-lo como “denunciante”. “Delator” tem uma conotação muito negativa no Brasil. Afinal “delator” em nossa história foi Joaquim Silvério dos Reis, que “delatou” a conspiração mineira.
10) Last, but not least, perguntado sobre seu maior medo, Snowden respondeu que era o temor de que, a partir de suas denúncias, nada acontecesse.Postado por Unknown às 06:04 | Sessões: comentários, notícias, opinião, textos | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Círculo
18 de abril de 2013
(Emerson Leal/Tom Zé)Todos finos e educadosTodos elegantes e limposAsseados, sérios, sisudos
Todos são compenetradosTodos são católicos, castosArgumentam com fluênciaPois são alfabetizados
Porém, quanto à hipocrisiaE no seu dom perdulárioTêm nível universitário
Todos são contra o vícioTodos abominam o vícioE combatem tudo o que é vício
Não aceitam viciadosNunca comem no mesmo pratoNão perdoam nenhum vícioNão sabem de nenhum vício
Não querem saber de víciosMas no seu vício diárioTêm nível universitário
Postado por Unknown às 10:12 | Sessões: comentários, música | 1 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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10 dicas de viagem para o mochileiro
28 de dezembro de 2012
Veja as dicas de viagem que preparei para as nossas férias no blog Oi Preguiça.
http://oipreguica.com/10-dicas-de-viagem-para-o-mochileiro/Postado por Unknown às 07:39 | Sessões: comentários | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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O fim está próximo (como sempre esteve)
18 de dezembro de 2012
Desde que me entendo por gente, o mundo vai acabar. De onde vem esta curiosidade do ser humano por querer saber, prever e antever o tão aguardado fim do mundo? Provavelmente de resquícios de superstição que ainda cismam em perpetuar, mesmo quando tudo parece tão fácil de explicar cientificamente.Dava até pra entender lá atrás, quando a humanidade se resumia a comunidades tribais e não entendia muito bem os fenômenos naturais. Ou depois que se reuniu em feudos, depois burgos, depois cidades, quando era ameaçada por doenças desconhecidas, pestes que se alastravam sem qualquer lógica compreensível.
Hoje em dia, porém, acredito ser algo residual que acaba virando motivo pra alguma piada ou reportagem na sessão de “comportamento” do jornal. Mesmo assim (não) teve o 'Bug do Milênio', a previsão de Nostradamus, e outras mais...Sempre assisti a filmes com esta temática e confesso que, vez ou outra, vem um pesadelo com imagens cinematográficas que afloram direto do meu subconsciente para perturbar meu sono. Explosões, guerras nucleares, maremotos, terremotos, extraterrestres com armas superpotentes capazes de detonar a frágil crosta terrestre, doenças desconhecidas com poder de se alastrar em tempo recorde, ou o próprio anticristo em pessoa subindo das profundezas pra destruir tudo numa batalha celestial. A imaginação dos cineastas é infinita, verdade.E como a imprevisibilidade é uma certeza científica tão grande quanto a ordem natural dos fenômenos, sempre existirá uma possibilidade, ainda que remota e sem conexão com alguma previsão espetacular. Os pesquisadores especialistas estimam em anos o prazo de validade do universo. Algo em torno de 5 bilhões, provavelmente por conta de alguma tempestade solar devastadora (não me perguntem se esta seria capaz de acabar com o universo todo, também fiquei intrigado e duvidando quando li esta informação!).A possibilidade de a vida humana se tornar insustentável, pra usar o termo da moda, também já é alarmada aos quatro cantos do planeta por cientistas que acompanham as mudanças climáticas. Seria uma destruição de longo prazo, mas que necessitaria de transformações atuais dos meios de vida e de produção. Parece existir um ponto crítico, em que a derrocada do planeta seria irreversível. Não apenas por ameaças naturais, mas ao mesmo tempo por conta de um colapso nas relações entre as nações, o que poderia detonar alguma guerra de proporções globais.Se é pra escolher, eu fico com esta segunda hipótese. Até porque, é muito egocêntrico por parte do ser humano imaginar que uma civilização antiga (neste caso atual, os Maias) pudesse ter previsto o fim, se estamos em um universo infinito e mal conhecemos direito o nosso próprio sistema solar. Nós, humanidade que somos, estamos precisando repensar nossas atitudes em relação ao planeta e em relação uns aos outros. Por mais simples e piegas que está afirmação possa parecer. Como já disse por aqui este ano, respaldado por especialistas que deram até algumas dicas práticas (e por isso não vou ficar me estendendo), estamos precisando repensar as formas de relações humanas e com o planeta.Leia mais: Sustentabilidade - Duas visõesPostado por Unknown às 05:30 | Sessões: comentários, textos | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Capas de jornais homenageiam Niemeyer
7 de dezembro de 2012
Quatro jornais brasileiros se inspiraram nos traços de Oscar Niemeyer para marcar a homenagem que fizeram no dia seguinte ao de sua morte. Todas tiveram em comum a arte inspirada na "folha de papel branca" com as curvas e linhas retas marcantes do arquiteto.
Postado por Unknown às 12:08 | Sessões: álbum, comentários | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Coluna "Sempre na estrada" (2)
22 de março de 2012
Confira novo texto da coluna 'Sempre na estrada' no blog Oi Preguica!.Postado por Unknown às 11:30 | Sessões: comentários | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Primeiro Destino
27 de fevereiro de 2012
Estou colaborando, à partir de hoje, com o blog da amiga Vera Paiva, com textos sobre viagens e dicas para "mochileiros". O primeiro da coluna "Sempre na estrada" já está no ar. Você pode conferir clicando no link:Espero que gostem!Postado por Unknown às 12:31 | Sessões: comentários | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Sobre o showmício pelos royalties
11 de novembro de 2011
Texto lido por manifestantes do movimento OcupaRio*, ontem na Cinelandia, durante a esquisita manifestação pela não distribuição dos royalties, que teve Furacão 2000, Mc Naldo, Sorriso Maroto e Lulu Santos.
Sérgio Cabral
Nós do povo!
Cansamos de ouvir!
E queremos falar!
Injustiça é:
640 para guarda municipal
760 para professor
960 para bombeiro
17000 para o governador
Injustiça é milícia!
Corrupção na polícia!
Injustiça é o Rio desigual!
Onde gente morre em fila de hospital!
Injustiça não é só no petróleo!
Injustiça está debaixo dos nossos olhos!
Sérgio Cabral!
Nós do povo!
Cansamos de ouvir!
E queremos falar!
Ocupar a praça!
Ocupar o Rio!
Ocupar o mundo!
*Saiba mais sobre o OcupaRio.Postado por Unknown às 07:45 | Sessões: comentários, opinião | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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A Sociedade do Espetáculo, o álbum
8 de novembro de 2011
O espetacular novo álbum d’O Teatro Mágico foi lançado recentemente. O título do álbum é uma citação à famosa obra do filósofo Guy Debord, publicado pela primeira vez em 1967. Debord é marxista e ‘A Sociedade do Espetáculo’, o livro, é uma crítica à sociedade contemporânea, principalmente à comunicação de massa que dita os acontecimentos e transforma cultura em produto de consumo. Para ele, os fatos só passam a existir na ‘sociedade do espetáculo’ se forem veiculados na mídia. Aquilo, ou aqueles, que não estão na mídia não ‘existiriam’.
O release de lançamento do novo CD da troupe fala que a linha filosófica do álbum é a obra de Guy Debord. Seria pretensão? Por um lado, se formos parar pra pensar a internet, usada pelo Teatro Mágico para divulgar sua obra é outro dos meios de comunicação de massa. Ora, se fosse pra criticar a mídia massificada, porque usá-la como meio de propagação?
Por outro lado, porém, há quem defenda (este blogueiro, por exemplo) que a internet é um veículo de comunicação diferenciado, que permite ao usuário criar suas próprias formas de receber e descartar as informações. Neste caso quem acessa tem certa liberdade na escolha das fontes de informações e nos conteúdos e não fica a mercê daquilo que é ditado por um grupo de proprietários dos meios de comunicação.
Principalmente em duas canções de ‘A Sociedade do Espetáculo’, o álbum, vemos a ideologia da espetacularização sendo criticada: “Amanha... Será?” que traz o verso, digamos profético “o post é voz que vos libertará”, tem um ótimo clipe só com imagens da TV Al Jazeera sobre as guerras árabes, intencionalmente utilizadas com o objetivo de mostrar “outra visão” dos acontecimentos naquela parte do mundo.
Os conflitos mais recentes foram marcantes por mostrarem o poder das redes sociais para a mobilização. E de fato a visão ocidental sobre a situação naquela área está limitada à linha editorial dos informes das grandes agências de notícias americanas e européias.
A outra canção, também com tom crítico à ‘sociedade do sensacional’, se chama “Esse mundo não vale o mundo” e traz versos como: “A impostura cega, me surda e muda”, “agonizo um povo estatisticamente” e “Somos massas e amostras”.
No restante do álbum, porém, nada lembra a obra de Debord. Algumas músicas levantam questões sociais importantes como a disputa pelas terras consideradas improdutivas, a necessidade de repartir ou a autonomia feminina. Outras falam de amor, simplesmente. Outras ainda versam, com certa profundidade, sobre questões existencialistas. Duas são novas versões de antigos sucessos da própria banda que não haviam entrado em nenhum CD: um chamego para os fãs.
Deixo vocês com alguns links interessantes relacionados à esta minha “crítica-comentário”.
- A versão e-book do livro A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord: http://www.arq.ufsc.br/esteticadaarquitetura/debord_sociedade_do_espetaculo.pdf
- Uma ótima matéria do portal IG falando sobre as canções faixa a faixa: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/faixa+a+faixa+exclusivo+do+novo+album+do+teatro+magico/n1597084637920.html
- O álbum pra baixar disponibilizado pela própria banda gratuitamente na internet: http://tramavirtual.uol.com.br/o_teatro_magico/Postado por Unknown às 12:16 | Sessões: comentários, música, opinião | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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A minha “mídia” sou eu
6 de setembro de 2011
Assisti recentemente à palestra do filósofo, pensador contemporâneo, Pierre Lévy. É atualmente um dos mais respeitados teóricos que falam das novas mídias (internet, redes sociais, hipertextos, enfim, o universo digital). Em resumo, ele acredita na idéia de que estes novos meios de comunicação e seus dispositivos eletrônicos estão se tornando a extensão do próprio corpo do homem-usuário.
Aqui no blog estava criando uma lista das “10 melhores músicas/artistas musicais para compartilhar” (o tão famoso botão “Share” do Facebook e outros aplicativos). A criação dessa seleção de artistas, como puderam acompanhar nos últimos meses, me mostrou como nos últimos tempos a afirmação do título desse post é cada vez mais uma realidade pra mim.
Meus relacionamentos, meus gostos, meus ouvidos e olhos abertos à tudo o que está à minha volta... Eu sou a minha própria mídia.
A mídia que dita tendências, cria modas, “faz a cabeça”, o uso mais corriqueiro deste termo, está migrando das mãos dos grandes veículos de massa para cada um de nós. Dos artistas que citei na minha lista, poucos tinham grande penetração nos meios tradicionais de comunicação populares, que até algum tempo atrás, se não ditavam, pelo menos orientavam meus gostos.
Estes me abriam um leque de opções reduzido ao que já “existia” e já tinha “dado certo” e algumas poucas “novidades” que seguiam certo “padrão” de qualidade: o “pop” no sentido pejorativo da palavra. É fato que desde sempre, muita gente já apresenta gostos musicais diferentes daquilo que está “na moda”. Também é fato, porém, que agora ficou mais fácil e democrático “ser diferente”.
Muitos afirmam que Pierre Lévy consegue exercitar em seus livros o dom da premonição. De fato ele “previu”, em meados dos anos 1990, vários dos acontecimentos que mexeriam com a vida de todos no novo milênio. Desde o mundo dos negócios, até o mundo dos relacionamentos íntimos, tudo está sendo transformado pelos avanços da web – a “grande rede”.
Verdade que ainda existe uma grande parcela da população segregada dessas transformações. O próprio Lévy não nega a existências desses “marginais tecnológicos”, entretanto, como ele afirmou na palestra que tive o prazer de assistir, os números mostram que esta diferença está diminuindo, com tendência a deixar de existir.
Para o filósofo, a interação é a base de tudo o que se almeja na internet. Segundo afirma, ainda não se chegou ao grau de interação total, mas muitos avanços aconteceram. Lévy criou a idéia da “web semântica”, que seria um nível mais elevado dessa interação. Na verdade, já existem centros de pesquisa pelo mundo trabalhando no desenvolvimento da ferramenta.
Já imaginaram um mundo onde tudo o que há, desde pessoas, até objetos, bens de consumo, obras de arte, etc. “exista” também dentro da rede? Ouviram falar do “avatar” do Second Life? Pois é esta a idéia do cara.
A minha lista de artistas para dividir - ainda que dentro das limitações dessa “web não-semântica” - é um sinal dessa interação. Traz artistas que fazem sentido pra mim e um grupo de pessoas que se relacionam comigo, que por sua vez se relacionam com outras pessoas na web, que numa das pontas desta rede ouviram um artista com músicas postadas em seu blog, myspace ou canal no youtube, ou simplesmente “pirateado” de um CD emprestado. Pelo menos 3 dos artistas citados disponibilizam as músicas gratuitamente para baixar pelo site Trama Virtual.
O que mais me marcou da apresentação de Pierre Lévy, foi a compreensão de que o homem está tentando, cada vez mais, com as permissões das tecnologias, reproduzir aquilo que ele é na web. Só que de maneira ampliada, com possibilidades infinitas. O projeto da “realidade virtual” nada mais é do que poder ver, ouvir, falar, interagir e até sentir o que não pode estar ali de fato.
Fiquei deslumbrado recentemente, com e-mails de amigos que me mandavam links para uma viagem em 360º pela capela Sistina ou o Santo Sepulcro. “Fui” ao outro lado do mundo ao abrir minha caixa de entrada. Imaginem quando estiverem mais acessíveis financeiramente as tecnologias 3D para o meu laptop!
Terminei minha lista com a sensação de ter “criado” a minha própria “tendência”. Para mim mesmo mais do que para os outros, que provavelmente não vão gostar de tudo o que ouviram por aqui. Mas utilizando as tecnologias, consegui transportar um pouco de mim para este veículo interativo de possibilidades quase infinitas que é a web. É a mídia que cada um de nós está construindo.
Ps.: confiram a lista nos posts abaixo:Postado por Unknown às 11:42 | Sessões: comentários, opinião, textos | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Žižek, o comunista pop
25 de maio de 2011
Não poderia imaginar que aquele senhor excêntrico e agitado, com tiques que deixam qualquer um nervoso, teria tanto a me dizer. O escritor esloveno Slavoj Žižek, o mais pop dos teóricos do comunismo contemporâneo, esteve no Rio ontem e fui conferir. Com duras posições sobre a sociedade materialista, “que transforma tudo em commoditties”, Slavoj foi sensato ao revelar as ideologias que impregnam todas as esferas do capitalismo atual. Separei alguns momentos da palestra com o objetivo de divulgar o lançamento de dois de seus livros (Primeiro como tragédia, depois como farsa e Em defesa das causas perdidas), que aconteceu no cine Odeon, Cinelândia, Centro do Rio.
ECOLOGIA – O filósofo marxista se recusa a utilizar o termo da moda, sustentabilidade, para falar do tema tão em voga atualmente. Em seu discurso prefere falar em Ecologia, palavra que foi bastante difundida quando começou a onda “verde” mais fortemente na década de 70. Ele afirma que a ideologia por trás da Ecologia é a necessidade capitalista e individualista de “se livrar da culpa”. “Quando uma pessoa não usa um copo de plástico faz isso para suprir uma necessidade individual de se sentir bem. Dizer ‘fiz a minha parte e que se dane o resto’ não é enfrentar de fato o problema. É apenas um paliativo para resolver uma situação que vai muito mais além”.
UM CAFÉZINHO NA STARBUCKS – Ao falar da prática capitalista de “tornar tudo um commodittie”, Slavoj conta o exemplo da maior rede de cafeterias do mundo, que vende “os cafés mais caros do mundo”. “A Starbucks diz ‘este café é o mais caro porque 1% do seu valor vai para as crianças famintas na Guatemala, outro 1% para o projeto de caridade tal’, e você acaba engolindo aquilo sem questionar”, atenta, esclarecendo que na verdade estão repassando para nós o preço desta falsa filantropia.
SEXO NO CINEMA – Também crítico de cinema pelo qual se mostra um apaixonado, a todo o momento Žižek dá exemplos de filmes para falar de suas teorias. Por exemplo, o último filme de James Bond, que segundo ele, foi o único da série em que não houve no final sexo entre Bond e a “Bondgril” (não necessariamente a cena de sexo, mas sua insinuação). “Está implícito nisso a ideologia da segurança. Até o amor deve ser seguro. Você pode se apaixonar mas sem ser arrebatado por essa paixão. É uma paixão fria, racional, como tudo o que precisamos ser segundo a lógica capitalista”. Ele também aponta a omissão do sexo nos filmes Código da Vinci e Anjos e Demônios, ainda que nos livros de Dan Brown o sexo seja narrado.
FINAL - Terminando a palestra, Slavoj usa - acredito que propositalmente - o termo 'inimigo' para alertar para os enganos da busca por segurança, ideologia principalmente difundida pelos americanos diante da falsa ameaça do terrorismo. "Tente ler as entrelinhas por trás das coisas que se passam a todo o momento. Não deixe que o 'inimigo' consiga te fazer pensar que este é o caminho natural das coisas..."Postado por Unknown às 12:42 | Sessões: comentários, textos | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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4 comentários sobre o carnaval do Rio
15 de março de 2011
1 – A campanha dos meios de comunicação e veículos de imprensa deveria ser por mais banheiros químicos, e não para recriminar os “mijões”, que só o são pelo vergonhoso número de locais próprios. Vi propagandas chamando os foliões de cachorros, mas ficar na fila dos banheiros químicos que transbordavam (literalmente) é como se fôssemos porcos.
2 – Ajudei a fundar um bloco, no Santa Teresa (Rs). Pois é, subimos o famoso bairro carioca para um bloco que estava marcado para acontecer ali. Porém, ao chegarmos ao Largo dos Guimarães, não havia nada, apenas um tamtam e um pandeiro, três ou quatro pessoas nos perguntando: “Vocês estão procurando bloco? Então fica aqui...” O fato é que depois de alguns minutos já éramos 50, 100, 200, ... Se juntaram ao pandeiro e ao tamtam, um tamborim, um surdo e um trompete, pra folia ficar completa. Foi o ponto alto do carnaval pra mim, com direito a descida de bondinho pelo bairro, por apenas 60 centavos.
Ps.: Ano que vem tem mais “Procurando Bloco?”, o bloco que esquenta mais não sai, domingo a tarde em Santa Teresa.
3 – Da próxima vez vou tentar procurar os blocos menos famosos, pois em alguns casos quase não ouvi a música das bandas e baterias. Por conta da quantidade de gente, não dava pra chegar perto de alguns dos blocos.
4 – “Se você fosse sincera ÔÔÔÔ Aurora...” (a música do carnaval composta por Mário Lago e Roberto Roberti).Postado por Unknown às 10:36 | Sessões: comentários | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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My blog is carbon neutral
3 de outubro de 2010
Dessas ações que podem fazer alguma diferença no mundo, encontrei por esses dias um selo virtual para neutralizar a emissão de gás carbônico dos blog's espalhados pela web. A campanha é simples: Basta colocar o selo e enviar o link do blog para o site kaufda. A fundação planta uma árvore para o blog compensando o CO2 emitido. Bem legal!
E-mail de resposta do "Make it green Team":
Hi Gabriel,
thank you so much for participating in our initiative and making your blog carbon neutral! We thank you for the support!
Here you can find some news about the reforestation: http://www.kaufda.de/umwelt/carbon-neutral/forest-update/
There are still some trees looking for a sponsor. So if you know some people who have a blog or website, pass it on and we'll make their blogs carbon neutral too!
Best, Melanie
"Make it green"-teamPostado por Unknown às 08:38 | Sessões: comentários | 1 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Os “sem cultura”
23 de abril de 2010
Saindo de um evento de samba em comemoração ao Dia Nacional do Choro, ontem a noite, ouço em tom pejorativo a seguinte frase: “Muitas pessoas de cultura não vêm aqui”. Achei no mínimo pretensioso da parte dessa pessoa que não conheço, pra não dizer pedante.
Afinal o que define uma pessoa “de cultura”? Será que aqueles que estavam num pagode, ou num baile funk são as pessoas “sem cultura” que não mereciam estar ali?
Me senti até mal por estar num evento para pessoas “de cultura”. Esta é uma afirmação que só fazem os metidinhos a intelectuais que existem aos montes por aí. Me causa repulsa.
Será que ele sabia que o choro surgiu, no século XVIII, de uma mescla da cultura erudita da época -entre elas a valsa européia - com ritmos africanos? Muitas das pessoas “de cultura” daquele período torciam o nariz para o que acreditavam ser uma vulgarização cultural.
E o samba que era a música popular dos morros do Rio - o que hoje equivaleria ao funk em termos de popularidade. Imaginem só, daqui há uns 50 anos, um evento “de cultura” que toque o funkadão “de raiz”. O grande sambista Ataulfo Alves, em parceria com Wilson Batista, cantou em 1940: "não posso mais, eu quero é viver na orgia". Quantas letras do famigerado funk não querem dizer a mesmíssima coisa?
Não estou querendo misturar "alhos com bugalhos" e nem discutindo aqui o gosto musical de ninguém. Não gosto, por exemplo, de funk (mas também, como muitas pessoas que se dizem “de cultura”, não consigo deixar de me mexer quando toca o “batidão”). Gosto menos ainda, porém, de quem menospreza uma autêntica manifestação cultural, seja ela qual for.
Músicos considerados “de cultura” gravaram os “sem cultura”, e a coisa se tornou “cult” da noite pro dia. Adriana Calcanhoto, por exemplo, gravou Claudinho e Buchecha (que eu já confessei a uma amiga gostar muito), e muita gente que torcia o nariz passou a cantar.
A mais nova “cult” das paradas, Maria Gadú, pode ter transformado em clássico da MPB (?), a clássica “sem cultura” Baba Baby, da Kelly Key.
Marisa Monte, a cantora de MPBs, Sambas, Choros e Bossas Novas, ao cantar “jujuba, goiabada, sorvete”, não soa tão diferente da Xuxa cantando “hoje vai ter uma festa, bolo e guaraná muitos doces pra você”. Só pra citar alguns exemplos.
Por isso hoje, mais do que nunca, quero deixar aqui o meu protesto: Abaixo ao preconceito musical! Abaixo à hipocrisia cultural!Postado por Unknown às 22:16 | Sessões: comentários, opinião, textos | 1 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Voltando
21 de dezembro de 2009
Depois de um tempo longe estou voltando. Breve postagens...Postado por Unknown às 17:45 | Sessões: comentários | 3 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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El Tour Gratis
25 de outubro de 2009
Volta e meia volto a falar da viagem aqui n’O Vencedor. O mochilão 2009 teve história. Os lugares que vi tinham história. Muita história boa, que eu não saberia tão bem não fosse a ajuda de guias turísticos que encontrei por lá. Só que esses guias tinham uma peculiaridade: eram "gratuitos".
Pois é. Na Europa existe uma empresa (empresa mesmo, com fins lucrativos) que disponibiliza Tours de graça para os turistas. Funciona da seguinte forma: Dois horários diários, uma dúzia de guias com tours em inglês e meia dúzia com tours em espanhol, um ponto de encontro na área central do lugar, mais ou menos três horas andando pela cidade ouvindo suas histórias.E como a empresa se mantém? Da contribuiç o espontânea dos turista ao final do tour. Nenhum valor pré-estabelecido. O guia simplesmente pede aos turistas uma "propina" (em espanhol a gorjeta é propina) de qualquer valor. Gastamos, eu, meu irmão e minha mãe, 20 euros com o Free Tour em toda a viagem. E graças a isso conheci mais a fundo a história das cidades e países que visitei.Graças a esses guias, descobri por exemplo, peculiaridades sobre a arquitetura de Amsterdam, na Holanda. As casas são levemente "tortas", não por uma falha na construção ou porque o solo é argiloso e está afundando. O motivo é simples: como as casas são muito estreitas e altas, carregar móveis dentro delas é praticamente impossível. Todas as casas têm ganchos na ponta dos telhados, pelos quais os móveis são erguidos por uma corda. As casas s o inclinadas para que os móveis não arrastem nas paredes enquanto são içados. Não estraga nem os móveis, nem as paredes.
Questão de praticidade
Por causa do Free Tour também descobri, por exemplo, que em Praga, República Tcheca, existia um bairro onde os judeus foram apartados pelos cristãos por mais ou menos 400 anos. Os judeus só podiam residir ali, dormir ali, fazer suas atividades do dia-dia naquele pequeno espaço, e, não seria diferente, seus mortos só poderiam ser enterrados ali. Agora, imaginem um cemitério de um bairro pequeno, onde teriam que ser enterrados todos os mortos por 400 anos. No decorrer dos anos, o cemitério precisou ser aterrado várias vezes, para os novos mortos, e isso criou um terreno, no meio do bairro, que fica a mais ou menos 11 metros acima do nível da rua. Ó insensatez religiosa!Ótima idéia dos europeus, que deveria (e deverá) se espalhar por todo o mundo. Informações sobre El Tour Grátis, as cidades onde já existe, pontos de encontro, entre outras aqui: http://www.neweuropetours.eu/BerlinAmsterdamPostado por Unknown às 06:38 | Sessões: álbum, comentários, textos | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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A música* que inspirou a imagem
13 de outubro de 2009
Clicada com o celular durante o 8º PiraíFest no último feriadão. O chopp Brahma custava R$ 2,50 e o resultado não podia ser outro (rs). Diga-se de passagem uma das melhores festas tipo 'feira de exposição' que já fui.
*Esperando na Janela - Gilberto GilPostado por Unknown às 21:59 | Sessões: álbum, comentários, música | 3 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Tudo diferente*
8 de outubro de 2009
Todos caminhos trilham pra gente se ver, todas trilhas caminham pra gente se achar, né - por que senão que outra explicação teria pra gente se encontrar justo agora, né?
Eu ligo no sentido de meia verdade - os seus mistérios que eu quero descobrir, os meus que revelo aos poucos pra você.
Metade inteira chora de felicidade - a metade que você roubou de mim; a metade que faltava e você trouxe até aqui.
A qualquer distância o outro te alcança - Não teve distância, nem obstáculo, que puderam impedir de acontecer.
Erudito som de batidão - O amor por você é meio assim, “erudito” (romântico, tranqüilo) “som de batidão” (intenso, movimento)
Dia e noite céu de pé no chão - dia e noite pensando em você, mas pensando também nas coisas tão quão importantes, por que quem vive de amor é personagem de livro, filme ou novela.
O detalhe que o coração atenta - os detalhes que fazem a nossa diferença.
Você passa, eu paro - parei na sua frente pra te dar aquele rápido beijo que durou e permaneceu.
Você faz, eu falo - Eu faço, você fala. A gente faz, a gente fala.
Mas a gente no quarto sente o gosto bom que o oposto tem - (...)
Não sei, mas sinto, uma força que embala tudo - Engraçado não saber, mas sentir que está tudo certo quando estou com você
Falo por ouvir o mundo, tudo diferente de um jeito bate - e tudo bate de um jeito diferente com você.
*Tudo diferente - Maria Gadú (composição: André Carvalho)Postado por Unknown às 20:08 | Sessões: comentários, música, textos | 4 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Blog ultrapassado?
25 de agosto de 2009
"Twittar" virou moda. O termo se refere a quem utiliza a “nova” febre da comunicação na internet: o Twitter. Afora todas as discussões filosóficas sobre o papel da internet nas relações humanas, o interessante é ver como a web vai superando e descartando a si mesma.
A intensão por trás do novo site de relacionamentos é ser um diário em tempo real. A idéia do diário nos lembra o que? Os blogs, que, se não foram criados para esta finalidade, foram utilizados como tal pela grande maioria de seus adeptos.
Como aconteceu com os jornais, que tiveram que se adaptar para o ambiente da rede, e mais tarde tiveram que aprimorar seu sistema de notícias para o “furo” constante (tempo real), assim também a internet está aos poucos substituindo os já ultrapassados e obsoletos (?) blogs.
Voltando ao exemplo dos textos jornalísticos, que tiveram que ser adaptados para o ambiente virtual, com textos mais curtos e objetivos, o Twitter parace seguir a mesma linha. Entre outras funcionalidades - como a de ser também um site de relacionamentos a exemplo de Orkut e Facebook - a nova interface almeja funcionar como uma espécie de “blog” em tempo real, com limite de caracteres por postagem, enxugando assim, a infinidade de caracteres dos blogs.
Alguem aí se lembra do mIRC? O MSN e outros programas vieram e foram aos poucos tomando o lugar do antigo Chat- que ainda hoje é utilizado, porém mais para troca de arquivos de interesses específicos e até alguns saudosistas.
Ps.: Alguns blogueiros já deixaram de escrever em seus antigos sites para migrar para o Twitter, e alguns muitos estão pensando em fazê-lo. Eu por enquanto, continuo vivendo no “passado”.
Postado por Unknown às 21:10 | Sessões: comentários | 6 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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