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  1. Nada, acima de tudo

    16 de julho de 2010

    "Nada, acima de tudo, se compara à vida nova que uma pessoa que reflete experimenta quando observa uma terra desconhecida. Apesar de eu ainda ser sempre eu mesmo, acredito que fui mudado até a medula de meus ossos." (Goethe, Viagens à Itália)
    Fechando o álbum de viagens:

    Os vitrais de uma igreja, Stocolmo.




    Berlim, a capital dos grafits




    Sinagoga (ao centro) localizada no "gueto" judeu em Praga (RT).
    Na lateral esquerda da foto, um muro erguido para sustentar o pequeno e único cemitério judeu aterrado por 400 anos.




    Berlim



    O Reich, Berlim



    Em uma igreja, símbolos da morte




    Estilo holandês, Amsterdam





    A escultura e o quadro: complemento











  2. Existem mil e uma maneiras de se comemorar um aniversário. Minha maninha precisou escolher a mais radical delas para celebrar seus 25 anos. Eu não podia ficar fora da festa. E lá fomos: meu cunhado, meus irmãos e eu (para o desespero da mamãe)... 4 mil metros de altitude, velocidade de mais de 200 km/h em queda livre, pouco mais de 6 minutos de vôo, sensação indescritível, visual sem palavras. A experiência foi maravilhosa, até agora não acredito que fiz isso. Da minha lista de "10 coisas que quero fazer antes de morrer", mais um item ticado. Confiram aí o vídeo:

    "Pode acreditar, eu sei voar"

    Mais informações: http://www.brasilparaquedismo.com.br/


  3. Se eu pudesse menino

    15 de maio de 2010

    Se eu pudesse menino, te renasceria.
    Te devolveria, com eu queria.
    Te veria viver
    Te retornaria de onde parou
    Mais amigos faria
    Namoraria, menino
    Noivaria, casaria, filhos teria
    Estudaria, trabalharia,
    Adoeceria, remediaria, pra trás olharia
    e só então, enfim, morreria.
    Se eu pudesse menino,
    queria o poder dos deuses: te reviveria.
    Mudaria o trajeto, tiraria seu pé do acelerador
    te usaria o cinto, desaceleraria aquele dia
    Dos seus pais, as lágrimas, enxugaria
    Lhes engoliria o choro, removeria a dor
    O jornal reescreveria, e nas manchetes leriam
    "Jovem vive". Nenhum exemplar venderia, fato.
    Mas a pena valeria, pra de novo te ver viver
    Se eu pudesse, menino, como eu queria

  4. -idades do amor

    6 de maio de 2010

    Intensidade
    Amores passados
    Beijos roubados
    O novo amor
    Surpreendente conexão
    Hiperconectividade

    Desigualdade
    Gostos expostos
    Gostos opostos
    Gostos impostos
    Diversidade

    Adversidade
    Raiva intensa
    Diferença imensa
    Que deixa no chão
    Lágrima sem razão,
    Quem tem razão?

    Corpos entrelaçados
    Saliva trocada
    O gosto bom
    que o oposto tem
    Intimidade

    Cumplicidade
    Eu e você
    Você e eu
    Eu em você
    Você em mim
    Felicidade

  5. Os “sem cultura”

    23 de abril de 2010

    Saindo de um evento de samba em comemoração ao Dia Nacional do Choro, ontem a noite, ouço em tom pejorativo a seguinte frase: “Muitas pessoas de cultura não vêm aqui”. Achei no mínimo pretensioso da parte dessa pessoa que não conheço, pra não dizer pedante.

    Afinal o que define uma pessoa “de cultura”? Será que aqueles que estavam num pagode, ou num baile funk são as pessoas “sem cultura” que não mereciam estar ali?

    Me senti até mal por estar num evento para pessoas “de cultura”. Esta é uma afirmação que só fazem os metidinhos a intelectuais que existem aos montes por aí. Me causa repulsa.

    Será que ele sabia que o choro surgiu, no século XVIII, de uma mescla da cultura erudita da época -entre elas a valsa européia - com ritmos africanos? Muitas das pessoas “de cultura” daquele período torciam o nariz para o que acreditavam ser uma vulgarização cultural.

    E o samba que era a música popular dos morros do Rio - o que hoje equivaleria ao funk em termos de popularidade. Imaginem só, daqui há uns 50 anos, um evento “de cultura” que toque o funkadão “de raiz”. O grande sambista Ataulfo Alves, em parceria com Wilson Batista, cantou em 1940: "não posso mais, eu quero é viver na orgia". Quantas letras do famigerado funk não querem dizer a mesmíssima coisa?

    Não estou querendo misturar "alhos com bugalhos" e nem discutindo aqui o gosto musical de ninguém. Não gosto, por exemplo, de funk (mas também, como muitas pessoas que se dizem “de cultura”, não consigo deixar de me mexer quando toca o “batidão”). Gosto menos ainda, porém, de quem menospreza uma autêntica manifestação cultural, seja ela qual for.

    Músicos considerados “de cultura” gravaram os “sem cultura”, e a coisa se tornou “cult” da noite pro dia. Adriana Calcanhoto, por exemplo, gravou Claudinho e Buchecha (que eu já confessei a uma amiga gostar muito), e muita gente que torcia o nariz passou a cantar.

    A mais nova “cult” das paradas, Maria Gadú, pode ter transformado em clássico da MPB (?), a clássica “sem cultura” Baba Baby, da Kelly Key.

    Marisa Monte, a cantora de MPBs, Sambas, Choros e Bossas Novas, ao cantar “jujuba, goiabada, sorvete”, não soa tão diferente da Xuxa cantando “hoje vai ter uma festa, bolo e guaraná muitos doces pra você”. Só pra citar alguns exemplos.

    Por isso hoje, mais do que nunca, quero deixar aqui o meu protesto: Abaixo ao preconceito musical! Abaixo à hipocrisia cultural!

  6. Álbum da Viagem, parte 3

    21 de março de 2010



    Memorial às vítimas do holocausto

    A história deixou suas marcas. Nas pixações de uma parede em Berlin, o passado que todos de lá parecem querer superar.



    As bicicletas na Europa são cada vez mais uma opção de transporte.


    Berlin, Alemanha




    Numa igreja destruída por bombardeios durante a II Gerra, no centro de Berlin, uma parte do piso ficou intacta.

    Por do Sol em Estocolmo, Suécia

    O pássaro, a estátua e as casas (Estocolmo)








    Troca da Guarda, Estocolmo









    Pombos "superdesenvolvidos", Estocolmo

  7. Por falar em amizade...

    9 de março de 2010

    Amizade que é amizade
    Real, rima com verdade
    Leal, rima com fidelidade
    Íntima, rima com intimidade

    Amizade é conversa fiada, conversa afiada
    Cheia de afinidades - afinada
    Ou simplesmente não falar nada

    Amizade é ombro, é colo, é olho no olho,
    Mão estendida, pé na estrada contigo
    É abraço apertado, beijo no rosto, sorriso estampado

    É uma presença constante, mesmo distante
    Que quando se vê, parece que foi ontem

    Amizade é o tal tesouro encontrado, anunciou o profeta
    É a força que reaproxima quem um dia se afastou, comprovou o físico
    É pra sentir, não pra dizer, registrou uma vez o escritor
    E como diria o poeta: amizade que é amizade acredita na tua verdade e aponta a realidade


    Referências: Einstein, Machado de Assis, Eclesiastes, Zélia Duncan e Chico César (na música Esporte fino confortável).

  8. Fim de semana

    22 de fevereiro de 2010

    Se encontra no fim de semana. Espera vir a sexta-feira. Vive o sábado inteiro como se o sétimo dia fossem na verdade sete. Não dorme nem sexta, nem tampouco sábado. Atravessa 24 horas de fim de semana. Vez ou outra um feriado: amor de fim de semana prolongado. O domingo é o fim. O fim! Antes de acabar é o início de uma nova espera. Segunda, terça-feira, lembrança do fim de semana. Pelo telefone, expectativa quarta, quinta-feira. Veio a sexta-feira e trouxe com ela, de novo, o amor de fim de semana.

  9. Voltando

    21 de dezembro de 2009

    Depois de um tempo longe estou voltando. Breve postagens...

  10. 5 de dezembro de 2009


    Duas casas


    Uma casa



    Muitos bichos pelas ruas de amsterdam




    Deusa do Sadomasoquismo, Amsterdam




    Os dois principais "pontos turísticos" de Amsterdam: Maconha e Sexo





    Em Amsterdam, canais e bicicletas por todos os lados






    Salamanca, Espanha: cidade cor marrom







    Na restauração recente de uma igreja de Salamanca, um restaurador fez a piada: Astronauta e Diabo comendo sorvete.