Rss Feed
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
  1. Imagem de viagem

    16 de setembro de 2009

    Mais fotos do mochilão:


    curvas (Praga)



    praça (Praga)



    art noveau (Praga)




    art noveau 2 (Praga)





    castelo (Potsdam - Alemanha)



    espelho (Potsdam)



    catedral (Berlin)






    de cima (Berlin)



    protesto (Iranianos em todos os lugares faziam protestos contra o resultado das eleições no país)



    eu vi duendes (Amsterdam)



    canais (Amsterdam)


    heineken experience (Amsterdam)

  2. Blog ultrapassado?

    25 de agosto de 2009

    "Twittar" virou moda. O termo se refere a quem utiliza a “nova” febre da comunicação na internet: o Twitter. Afora todas as discussões filosóficas sobre o papel da internet nas relações humanas, o interessante é ver como a web vai superando e descartando a si mesma.

    A intensão por trás do novo site de relacionamentos é ser um diário em tempo real. A idéia do diário nos lembra o que? Os blogs, que, se não foram criados para esta finalidade, foram utilizados como tal pela grande maioria de seus adeptos.

    Como aconteceu com os jornais, que tiveram que se adaptar para o ambiente da rede, e mais tarde tiveram que aprimorar seu sistema de notícias para o “furo” constante (tempo real), assim também a internet está aos poucos substituindo os já ultrapassados e obsoletos (?) blogs.




    Voltando ao exemplo dos textos jornalísticos, que tiveram que ser adaptados para o ambiente virtual, com textos mais curtos e objetivos, o Twitter parace seguir a mesma linha. Entre outras funcionalidades - como a de ser também um site de relacionamentos a exemplo de Orkut e Facebook - a nova interface almeja funcionar como uma espécie de “blog” em tempo real, com limite de caracteres por postagem, enxugando assim, a infinidade de caracteres dos blogs.


    Alguem aí se lembra do mIRC? O MSN e outros programas vieram e foram aos poucos tomando o lugar do antigo Chat- que ainda hoje é utilizado, porém mais para troca de arquivos de interesses específicos e até alguns saudosistas.

    Ps.: Alguns blogueiros já deixaram de escrever em seus antigos sites para migrar para o Twitter, e alguns muitos estão pensando em fazê-lo. Eu por enquanto, continuo vivendo no “passado”.


  3. A música* me fez refletir o quanto é contraditório o amor. Ela diz: “Você me tem fácil demais, mas não parece capaz de cuidar do que possui”. Ao mesmo tempo em que faz pirraça: “não vá pensando que eu sou seu”.

    Ela (a música) deixa transparecer o quanto é confusa toda essa coisa de “se entregar”, sem querer se deixar na mão do outro. Não existe amor que dê certo sem entrega, sem algumas renúncias. Ao mesmo tempo, não se quer perder o espaço individual.

    Por um lado sentencia: “você me tem fácil demais”. Como quem confessa ter mergulhado de cabeça num relacionamento, sem pensar muito nas conseqüências. Por outro pede, num desabafo: “não faça nada por mim”. Como quem necessita de liberdade, e se sente amarrado diante das privações de um amor um tanto controlador.

    A personagem, enfim, é refém de uma dominação com a qual ela não se sente confortável. Mas ama tanto - ou se ama tão pouco - que não tem vontade/coragem de se livrar da situação: “Me disse vá e eu não fui”. E vai entender o amor...



    *Nada por mim (Paula Toller e Herbert Vianna)

  4. Sachsenhausen

    20 de julho de 2009

    "Uma parte de nossa existência está nas almas de quem se aproxima de nós; por isso, não é humana a experiência de quem viveu dias nos quais o homem foi apenas uma coisa ante os olhos de outro homem." (Primo Levi, sobrevivente de Campo de Concentração Nazi)

    Fotos tiradas no Campo de Concentração Sachsenhausen, em Oranienburgo, Alemanha, que tive a oportunidade de conhecer no Mochilão. Foi o primeiro campo nazista, modelo para as demais prisões construídas durante a era Hitler. Mais informações sobre essa aterradora parte da história humana aqui.
    .
    valas onde eram empilhados os corpos dos prisioneiros
    .
    muitos dos edifícios foram destruídos ou incendiados após o fim da Guerra
    .
    um dos "QGs" dos soldados Nazi
    .
    arame e concreto
    .
    propaganda anti-Nazi
    .

    esculturas
    .
    a zona neutra: quem pisasse depois das pedras poderia ser fuzilado
    .
    homenagem
    .
    uma das celas da solitária
    .

    torre de observação
    .
    muitas pessoas levam pedras até alguns dos ambientes do Campo como forma de homenagear as vítimas

  5. Minha mãe mochileira

    13 de julho de 2009

    O que sua mãe faz? É dona de casa... Lava roupa... Faz quitutes pra vender... Costura... Cozinha... Faz comida gostosa... Trabalha como diarista... É professora... É projetista... Engenheira... Gerente de banco... É instrumentista... Dançarina... Produtora... Gari... Médica... Advogada... Empresária...

    Além de algumas das "funções" citadas acima, a minha é "mochileira". Sim, mochileira. Daquelas que coloca algumas coisas na bolsa e sai pelo mundo, dorme em albergues, anda dias e dias, faz várias viagens de avião... Acompanhando os filhos sem ligar pra luxo, nem lixo.

    Um dos pontos altos do mochilão, com certeza, foi a presença dessa grande-amiga-pra-todas-as--horas. Ela perguntou se não tinha problema fazer a viagem com a gente. Eu e meu irmão respondemos da mesma forma: "claro que não". Mas acabou tendo um pequeno probleminha: tivemos que dividí-la com pelo menos uma dezena de outros mochileiros, ou europeus, pelo caminho (até parece que sou ciumento).


    em Amsterdam

    Minha mãe mochileira tirou fotos, venceu o medo de avião todas as onze vezes que precisou voar, dormiu de beliche em quartos com 4, 6, 8, 10 pessoas desconhecidas. Tomou banho em banheiro feminino compartilhado. Foi pra "balada". Sentou no barzinho pra beber um pouquinho. Não falava espanhol, nem inglês (entrou no curso faz uns dois meses). Mas ensinou alguns europeus a contar de um até dez em português; e com outros simplesmente falava a "linguagem do coração", como ela gosta de dizer.

    Foi uma "parceira", como alguns disseram. Aliás, ganhou vários apelidos de companheiros de viagem. Tia Thê, Tia Terê, Tia Tetê e Mama. Mas uma australiana, pra quem minha mãe mochileira ofereceu uma uva num dos quartos de albergue em que ficamos, resumiu bem o que foi a presença dela nesses dias de jornada. "Great mom!".

  6. Empresto a frase do Millôr pra falar um pouco mais sobre a experiência de ser um brasileiro viajando pelo mundo 'desenvolvido'. Nesses dias de mochilão, me intrigou a visão que alguns europeus - e até brasileiros - têm de nós.

    Vi que o Brasil 'vende' muito mal sua imagem lá fora. O nosso presidente vira manchete de jornais pelo mundo bebendo uma cervejinha - jogadores de futebol idem - e já nos tornamos os 'fanfarrões. Tanto que um sueco num albergue (hostel) onde fiquei hospedado na Alemanha me perguntou se não tinha cerveja e com a minha negativa soltou a piadinha: "You are not brazilian!".

    O cinema nacional também é parcialmente responsável por esse rótulo do jeitinho brasileiro de ser. Tocava por todos os cantos nas cidades que visitamos o funk trilha sonora do filme Tropa de Elite, "Rap das armas". Disse que era brasileiro a um europeu enquanto ele me acordava depois de chegar de uma balada às 5 horas da manhã. Ele imediatamente cantou os versos iniciais do funk e em seguida fez a pergunta: "Parapapapapapa... Você não tem maconha aí não?"

    Aliás, drogas e Brasil parecem até sinônimos para alguns gringos. O pai de um deles aconselhou ao filho, que andava com os brasileiros mostrando a cidade, que tomasse cuidado: "Veja se não são traficantes de drogas". A violência extrapola as fronteiras territoriais e nem na música, nem no cinema, estamos descolados dessa dura realidade social.

    Um conterrâneo que conheci por lá sente vergonha de um lado terrível da nossa cultura. Morando há mais de um ano no exterior, depois de ter largado um bom emprego no país pra trabalhar em um hotel, ele diz que não sente vontade de voltar a residir no Brasil. Se diz revoltado com a situação no país:

    - Aqui na Suécia temos corrupção sim, políticos corruptos. Mas aqui, quando a corrupção aparece, essas pessoas são punidas. No Brasil é aquela bagunça... - Ele se referia à situação atual no Congresso, com os seus Atos Secretos, e outros escândalos como "Sanguessugas", "Correios", "Mensalões", etc. E como o exemplo que vem de cima é seguido 'aqui embaixo' ele completou. "Não é só na política não. Aqui se alguém é pego dirigindo sem cinto de segurança ou embriagado é multado ou preso. No Brasil, paga-se uma propina e fica tudo por isso mesmo".

    Porém...

    Apesar das mazelas da violência, da lambança na política e de tudo o que nos torna "muito subdesenvolvidos", o brasileiro pode sim apresentar uma outra imagem, quando é visto de perto. Para encurtar o assunto, o tal pai acabou ficando tranquilo depois de conhecer as novas amizades do filho e até tomou uma cervejinha com alguns daqueles brasileiros.

    O outro que largou o bom emprego para trabalhar em um hotel sente saudades das amizades na terra natal. "O povo aqui é muito fechado, frio", revelando sentir falta do jeito 'aberto' e 'caloroso' dos brasileiros. Tanto que ele acabou gastando seu único dia de folga na semana para andar com os mochileiros que acabara de conhecer no metrô.

    Afinal de contas, representávamos as tantas boas características que a grande maioria de nós 'brazucas' temos de sobra: divertidos, animados, perseverantes, disposto, trabalhadores (de férias), corajosos... Enfim, brasileiros.


  7. Mochilão 2009 em números

    27 de junho de 2009

    Vinte dias de viagem. Onze vôos diferentes. Um total de 27.832 km rodados (segundo o Sr. Googlemaps). Dezenas de sanduíches, capuchinos, e cervejas. Oito camas diferentes, entre albergues e um apartamento em Salamanca. Os números poderiam fazer parte da rotina de um jogador de futebol ou uma modelo - exceto pelas noites em albergues baratos. Mas, na verdade, foram parte da minha, entre os dias 2 e 22 de junho desse ano.

    A edição 2009 do mochilão começou na Espanha, por Madrid, Barcelona e Salamanca. O segundo destino foi a Holanda, onde conhecemos a paradoxal capital, Amsterdam. O próximo avião nos levou para o extremo oposto, em termos de cultura e comportamento: Estocolmo (Stockholm), na Suécia. Da cidade "mais limpa do mundo", partimos para uma não tão limpa assim: Berlin, na Alemanha, com sua fascinante e chocante história. A parte final do mochilão ficou por conta da bela Praga, capital da República Tcheca.

    Oito brasileiros fizeram parte da 'aventura'. Porém, alguns outros - conterrâneos e não conterrâneos - se uniram a nós e tornaram a viagem ainda mais interessante e divertida. Foi um aprendizado, expandiu os horizontes, e trouxe novos amigos e pessoas únicas que passaram a fazer parte de um pedaço da minha história. Falando um português bem claro: foi foda!

    Mais histórias sobre o mochilão, conto depois. Fiz uma pauta de textos pra escrever sobre. Afinal de contas, apesar de 20 dias apenas, uma viagem tão rica como essa não caberia em um único post.

  8. Verbo de ação

    24 de junho de 2009

    Chega como quem não quer nada
    Finge não perceber
    Surpreende o coração desavisado
    Permite de novo viver

    Entra sem pedir permissão
    Fica com a sua inquietação
    Traz alegria e medo
    Revela em mim o desejo
    Seduz sem intenção

    Mostra uma condição diferente
    Encanta como a uma criança, o presente
    Traduz o melhor momento
    Como o verbo de ação, movimento

    Deixa ficar subentendido
    Refaz o que estava perdido
    Desfaz o mal-entendido

    Envolve
    Comove
    Remove
    Move, enfim

  9. O que tocava

    28 de maio de 2009

    Da série: recebi no email. Um site revela as 100 músicas mais tocadas no ano em que você nasceu. Encontrei alguns achados interessantes (muitas são das minhas favoritas), outros hilários. Vejam só o que rolava em 1983:


    01 Menina Veneno - Ritchie
    02 Billie Jean - Michael Jackson
    03 Coração de Estudante - Milton Nascimento
    04 Como Uma Onda (Zen Surfismo) - Lulu Santos
    05 Brincar de Viver - Maria Bethânia
    06 Guerreiro Menino (Um Homem Também Chora) - Fagner
    07 Every Breath You Take - The Police
    08 Beat It - Michael Jackson
    09 Anjo - Roupa Nova
    10 Nosso Louco Amor - Gang 90 & As Absurdetes
    ...
    15 Você é Linda - Caetano Veloso
    16 Anunciação - Alceu Valença
    ...
    26 Pintura Íntima - Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens
    27 Ai Que Saudade d'Ocê - Elba Ramalho
    ...
    32 Pro Dia Nascer Feliz - Ney Matogrosso
    ...
    38 The Girl Is Mine - Michael Jackson & Paul McCartney
    ...
    83 Panela Velha - Sergio Reis
    84 Nem Pensar - Kleiton & Kledir
    ...
    93 Descobridor dos Sete Mares - Tim Maia
    94 Coisa Cristalina - Wando
    95 Praia de Ramos - Dicró
    ...

    O link do site pra quem ficou curioso: http://www.planetarei.com.br/100anos/index.htm

  10. Diz que fui por aí

    24 de maio de 2009

    ps.: aí vou eu..

    ps2.: muito bom o vídeo


  11. O Samba tá aí?

    21 de maio de 2009


    "O samba tá". O samba está por aqui, ainda. E ainda por muito tempo vai estar. O samba reinventado novamente (já há algum tempo), como tantas outras vezes. É o som do brasileiro, o som que mexe. Com os pés, as ‘cadeiras’, a mente e o coração.

    Renovaram o pedido: “Não deixa o samba morrer”, e alguém, novamente respondeu: “Mas não faz mal não é o fim da batucada”. Perguntaram se ele estava. “Tá”. Afinal: “o show tem que continuar”.

    O samba que era do meu avô, que passou o carnaval na avenida enquanto nascia um filho, é hoje o meu das rodas, casas de show, gafieira. O samba dos bailes, concursos e rádio é hoje o dos DVDs, especiais, “sambistas mais novos”.

    O samba de Ataulfo, Noel, Cartola, Moreira, Bezerra, Ivone, João, e outro João, Candeia, Sargento, Paulinho, Noca, Clara, Beth, Zeca, Almir, Martinho, Chico e tantos outros. O de Roberta, Renata, Luciana, Leo, Rafael, Marcelo, Diogo, Priscila, Dudu, Roze, Marisa, Bruno, Tainah, Tiago, Gabriel... “Tá” no sangue daqueles que sabem o valor de sambar.


    * Ótimo site pra quem se interessa, com a história do samba, letra do primeiro já gravado, história dos estilos, e biografia de alguns sambistas: Sambando.
    ** Não deixa o samba morrer (Edson e Aluísio), Novo amor (Edu Krieger), O Samba tá aí (Farofa Carioca), O show tem que continuar (Jotabe/Sombrinha/Jorge Aragão /Arlindo Cruz/Luiz Carlos)