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  1. Sempre na estrada..

    28 de janeiro de 2009

    Sacamos o celular do bolso e podemos registrar aquilo que nossos olhos vêem (este acento caiu?!). Fotos tiradas do celular de um aprendiz de viajante.


    o forte da praia - cabo frio


    pôr do sol em santa cruz (é uma planície!)



    "falta tanta coisa na minha janela, como uma praia"


    três barcos - ilha grande



    velocidade sob a ponte - rio das ostras




    direção - serra das araras

  2. Cenas

    22 de janeiro de 2009

    Estréia hoje uma sessão nova no blog O Vencedor. "Cenas", na qual, como o próprio nome já fala por si, postarei trechos de filmes, da vida real, ou alguma cena engraçada, interessante... Pra começar bem escolhi duas cenas de filmes 'sobre' jornalistas. A primeira, retirada do filme Quase Famosos (Almost Famous - 2000), é "a mensagem que eu gostaria de mandar pros meus amigos". O filme tem como tema central um triângulo amoroso entre uma 'groupie', um rockstar e um jornalista 'foca' (novato). O pano de fundo é a viagem desse jornalista que cai na estrada e conhece o universo das bandas de rock dos anos 70. Na cena, esses amigos estão prestes a romper, até que começam a cantar a música.



    A outra cena é retirada do filme Diamante de Sangue (Blood Diamond - 2006), que conta a história baseada em fatos reais de Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um ex-mercenário, e Solomon Vandy (Djimon Hounsou), um pescador africano. Durante a guerra civil na Serra Leoa, na década de 1990, as vidas dos dois africanos se cruzam na busca por um diamante. O pano de fundo é a participação da jornalista Maddy Bowen (Jennifer Connely), que está na África para escrever sobre o tráfico de diamantes. O interessante é que a história só pôde ser contada porque a jornalista estava ali. Ao mesmo tempo, o trabalho desenvolvido por ela foi essencial para escancarar e modificar um pouco a situação da guerra civil naquele país. No trecho, Maddy fotografa refugiados da guerra em um acampamento da ONU e o reencontro de Solomon Vandy com parte de sua família.





  3. Há nove dias de 2009..

    9 de janeiro de 2009

    Camarada d'onde vem essa febre
    Nossa alegria breve, por enquanto nos deixou...
    Camarada viva a vida mais leve
    Não deixe que ela escorregue
    Que te cause mais dor

    Caixa d'água guarda a água do dia
    Não cabe tua alegria
    Não basta pro teu calor

    Viva a tua maneira
    Não perca a estribeira
    Saiba do teu valor
    E amanheça brilhando mais forte
    Que a estrela do norte
    Que a noite entregou!


    (Trecho de 'Camarada D'água' - O Teatro Mágico)

  4. Good news

    19 de novembro de 2008

    Se essa moda pega. A reportagem abaixo é sobre uma edição falsa do The New York Times, que noticia o fim da guerra do Iraque. Qual manchete teríamos se fosse no Brasil? "Aprovada lei que garante prisão comum para políticos corruptos". Ou algo do gênero. E vocês, meus oito ou nove leitores, qual manchete gostariam de ler numa situação hipotética?


    ____________________________________________________





    Grupo falsifica New York Times e anuncia fim da guerra do Iraque*



    Por Michelle Nichols (Reuters)


    NOVA YORK (Reuters) - Um grupo de zombeteiros distribuiu na quarta-feira mais de 1,2 milhão de exemplares falsos do jornal The New York Times, especialmente em Nova York e Los Angeles. "Termina a guerra do Iraque", era a manchete da edição, datada de 4 de julho de 2009.
    O material bem produzido, com 14 páginas, é supostamente obra de um grupo chamado Yes Men, cujos integrantes já se fizeram passar por funcionários da Organização Mundial do Comércio e anunciaram o fim da entidade.


    "É falso e estamos investigando", disse Catherine Mathis, porta-voz do NYT.
    Uma nota distribuída por um site criado para essa edição (www.nytimes-se.com) disse que o jornal levou seis meses para ser feito, e que a impressão aconteceu em seis gráficas. A distribuição ficou a cargo de milhares de voluntários.


    "Temos de garantir que (o presidente-eleito dos EUA, Barack) Obama e outros democratas façam aquilo para que foram eleitos", disse Bertha Suttner, que se apresenta na nota como um dos autores do jornal. "Após oito, talvez 28 anos de inferno (desde a eleição de George W. Bush e Ronald Reagan, respectivamente), precisamos começar a imaginar o céu."


    Na capa do jornal, o tradicional slogan do NYT - "Todas as notícias que vale publicar" - virou "Todas as notícias que esperamos publicar".


    Uma das notícias destacadas na capa diz o seguinte: "A ex-secretária de Estado Condoleezza Rice garantiu aos soldados que o governo Bush sabia desde bem antes da invasão que Saddam Hussein carecia de armas de destruição em massa".


    A suposta existência de tais armas -- hoje descartada -- foi o principal argumento do governo de George W. Bush para invadir o Iraque e depor o ditador Saddam Hussein em 2003.
    Outros títulos da primeira página dizem: "Aprovada lei do salário máximo"; "Nacionalizado, petróleo vai financiar esforços contra a mudança climática"; "Nação volta seus olhos para a construção de uma economia saudável".


    Na página 3, um anúncio de página inteira - também falso -- diz que a ExxonMobil celebra o fim da guerra do Iraque e que a paz é "uma idéia com a qual o mundo pode lucrar". A ExxonMobil, com grandes interesses no Iraque pós-Saddam, é a maior empresa de capital aberto do setor global do petróleo.


    Num panfleto distribuído aos voluntários que apanharam exemplares para distribuir, havia uma seção de "Perguntas Freq¼entes". Sobre "quem fez isso", a resposta é "quem sabe?. Há rumores de que o responsável seja um grupo de redatores de vários jornais tradicionais -- inclusive o The New York Times."


    Os Yes Men, retratados em um livro e um documentário em 2004, também já se fizeram passar por executivos da ExxonMobil e do Conselho Nacional do Petróleo para discursar numa conferência canadense sobre o petróleo.


    Em outra ocasião, se disfarçaram de agentes do órgão federal de habitação e prometeram, num evento diante do prefeito de Nova Orleans e do governador da Louisiana, liberar residências públicas abandonadas para milhares de habitantes pobres da cidade.


    Mas eles não são os primeiros a falsificar o NYT. Segundo o blog "City Room", ligado ao próprio jornal, o caso mais famoso ocorreu durante uma greve de jornalistas em 1978, e envolveu nomes como o repórter investigativo Carl Bernstein, o escritor Christopher Cerf, o humorista Tony Hendra e o editor da Paris Review, George Plimpton.



    *do portal G1

  5. Música

    15 de novembro de 2008

    É como o verso da bossa
    O teu carinho constante
    Tua vontade distante
    Teus beijos tão raros
    Teus lábios necessários

    É como a cadência do samba
    Tua alegria de criança
    Teu corpo feito pra dança
    Sedução involuntária

    É como a música
    a melodia
    a companhia
    a nostalgia de não ter você

    você é música
    incompreensível boa música
    pros meus ouvidos
    a canção preferida
    na minha vida

  6. Sobre escrever

    2 de novembro de 2008

    "Procura o que escrever, não como escrever." (Sêneca)

    "O escritor é um homem que, mais do que qualquer outro, tem dificuldade para escrever." (Johan Wolfgang Von Goethe)

    "É mais seguro escrever do que falar; falando improvisamos, para escrever refletimos." (Marquês de Maricá)

    "Se você não quer ser esquecido quando morrer, escreva coisas que vale a pena ler ou faça coisas que vale a pena escrever." (Benjamin Franklin)

    E uma frase minha postada ano passado:

    "Me faz feliz escrever. Adoro as palavras e o efeito que elas produzem, os sinônimos e antônimos, as entrelinhas; os substantivos e verbos com força de adjetivos de um texto jornalístico."

  7. Assistimos nos últimos dias as "mais de 100 horas" de um seqüestro que não serviu mais do que para deixar claro o grau de espetacularização por que passa nossa sociedade. É a "sociedade do espetáculo", de que fala Guy Debord: "toda a vida das sociedades nas quais reinam as modernas condições de produção se apresenta como uma imensa acumulação de espetáculos."

    E tudo não passou de um espetáculo. Terminando, claro, de forma espetacular, para agradar os olhos da nossa mídia, que ainda vai poder repercutir por vários dias, as investigações, os depoimentos, o trabalho da perícia, fazer reconstituições, tentar entrevistar esse ou aquele envolvido "em primeira mão", entrevistar especialistas, produzir reportagens sobre a doação de órgãos, criticar o trabalho da polícia, e encontrar uma maneira de enfiar política (como já começou a acontecer) nisso tudo.

    Na sexta-feira vimos Fátima Bernardes "matar" Eloá e logo em seguida "reanimá-la" para todos os lares do Brasil que acompanhavam de perto, vidrados e horrorizados, os pormenores do caso. Foi a ânsia pelo "furo" que falou mais alto, numa informação errada passada por um assessor do Governo Estadual. E coitado do assessor: na GloboNews colocaram a informação na boca dele, sem ao menos terem a atitude (básica, contida em todos os manuais, cursos, livros e palestras sobre jornalismo) de checar a informação com mais uma ou duas fontes. É o lado negro da informação instantânea trazido pelas novas tecnologias.

    É claro, este assessor também foi burro de não ter tomado o devido cuidado com uma informação tão valiosa, sobre um caso tão delicado. Em nenhum outro canal de TV a informação foi dada em esquema de plantão, mas, segundo contaram-me alguns colegas de profissão (curiosos como eu), na internet, grande parte dos portais de notícias "em tempo real" seguiram a informação da grande emissora de TV.

    Por outro lado, vimos a mesma Rede Globo acertar em não se render ao sensacionalismo de outras TVs, que usaram o caso para ganhar audiência. Vide os pontos de vantagem que Brito Junior, e seu sensacionalismo disfarçado de trabalho a serviço da informação, obteve na manhã de sábado ao resumir seu variadíssimo programa na transmissão ao vivo do local do seqüestro. A Globo manteve sua grade, sem dar atenção exagerada e desnecessária ao caso. Até porque, como já sabemos, o seqüestrador acompanhava o noticiário e as informações atrapalhariam - como atrapalharam - o posicionamento dos policiais no local.

    Vimos técnicos e jogadores de futebol comentando o caso, por conta de uma camisa de time pendurada na janela. Vimos uma competente apresentadora querer 'ciscar' em outra área e dar uma de negociadora, sem o mínimo preparo. Vimos que o próprio seqüestrador gostava da atenção da mídia, quando ele acendeu e apagou as luzes do apartamento ao ouvir o pedido de um outro apresentador.

    A sociedade do espetáculo cria a necessidade do espetáculo nas pessoas, principalmente nas mais vulneráveis, a necessidade de se tornar "visível" para passar a "existir", porque só "existe" para a sociedade do espetáculo, aquele que foi veiculado de alguma forma na mídia. Agora, sobre os erros ou não da nossa despreparada polícia, só as investigações poderão dizer.

  8. Já que só se fala em crise

    13 de outubro de 2008

    * do blog do Carlos Alberto Sardenberg

    A crise não acaba com uma tacada

    Postado em 09 de Outubro de 2008

    As pessoas ficam ansiosas com a crise porque têm uma percepção errada sobre como ela vai terminar.

    As pessoas, inclusive os especialistas no mercado, esperam ou torcem para que a crise termine com uma tacada, um grande lance das autoridades monetárias. Por isso, quando observam um grande lance sendo feito – como o pacote americano, o inglês e a redução coordenada de juros globais – e não percebem o imediato fim da crise, se desesperam e acham que não tem mais jeito. Isso desfecha ordens de venda – ou de compra, no caso nosso do dólar – e a crise aumenta.

    Por isso, é bom ter em conta que a crise não acaba de uma só vez, mas com a combinação de muitas medidas que são tomadas pelos governos, bancos centrais e pelos próprios participantes do mercado. Por exemplo, é preciso que os administradores das instituições financeiras ganham confiança para voltar a emprestar dinheiro para empresas e pessoas, a prazos razoáveis.
    No início deste semana, grandes companhias americanas só conseguiam tomar empréstimo para capital de giro por um dia.

    Portanto, não se desespere com as súbitas quedas dos mercados. Preste atenção no conjunto. Todos perceberão quando as peças começarem a se encaixar: a volatilidade vai diminuir.
    Não se concluirá então que a criser acabou, mas que a fase aguda passou. E aí se inicia a lenta recuperação da capacidade de crescimento.





  9. Já tive uma banda

    6 de outubro de 2008

    Dar faxina em gaveta é sempre uma surpresa. Numa dessas encontrei um pedaço da minha adolescência que já nem me lembrava direito: eu já tive uma banda. Ou pelo menos quis ter, e planejava os caminhos dela com um amigo tão sonhador quanto eu. Aliás, somos todos sonhadores na adolescência, não é? Lembro que uns primos formaram um grupo de pagode (!). E eu com essa banda que tinha até nome: se chamaria “Prole” - a tradução do nome de uma banda que gostava muito na época (Off Spring). Quem me conhece deve achar estranho o fato de eu querer ter uma banda sem nem mesmo tocar um instrumento musical. Mas por causa da tal banda entrei em aulas de violão. Tentei. Só que os dois professores que tive desistiram de me dar aula. Aí eu desanimei. E a banda ficou literalmente na gaveta, com as letras de algumas músicas, das quais uma delas posto a letra aqui. “Sei que as vezes uso palavras repetidas”, e por isso a letra é cheia de “rimas fáceis, calafrios”.

    Longe amor

    Queria ser para você
    O grande amor da sua vida
    Queria ser para você
    Tudo o quê um dia nunca pude ser

    Quando olhava pra você
    Eu via o céu, eu via o mundo
    Agora é tarde pra lhe amar
    Porque você nunca vai mais voltar

    Tão longe amor
    Você está
    E meu amor não vou poder te dar
    Não vou te dar as flores do jardim
    E você não irá cuidar de mim

    Sempre quis amar você
    Mas a coragem foi que me faltou
    Agora é tarde pra dizer
    Pois de você nunca vou mais saber

  10. Fui fazer prova pra um concurso público esses dias e não teve como não reparar. Na porta vende-se salgados, doces, sucos, chocolates e toda uma variedade sem fim de guloseimas. Um concursando à minha frente trazia um verdadeiro arsenal de comestíveis: três barras de cereal, biscoito, água, suco e chocolate! Pensei: "Cara, se você comer isso tudo nas quatro horas que temos pra fazer a prova terá uma bela de uma indigestão". Tudo bem que algumas pessoas ficam ansiosas, o que causa fome. Mas daí a levar todas as barras de cereal que encontrar pelo caminho para a sala da prova?! Alías a preferida dos concursos é a barrinha. Taí uma dúvida: será que existe algum componente milagroso nas barras de cereal que aumenta a inteligência, reduz a possibilidade do 'branco'?

    Nesse mesmo dia tive mais uma confirmação: Volta Redonda vai mesmo dominar o mundo. Pra onde quer que você vá, encontra alguém dessa cidade. Só no concurso encontrei duas, e uma delas fez prova na minha sala (improvável). Há duas semanas na Barra, encontrei com uma pessoa que fez cursinho comigo, e dia desses uma dessas estava no programa da Ana Maria Braga, num joguete de namoro na TV ('Agora vai'). Uma amiga me disse que no Caldeirão do Hulk uma vez entrevistaram uma brasileira em Miami e adivinha de onde a mulher era: Volta Redonda. Enfim...

  11. 22 de setembro de 2008

    Em meio a uma sobrecarga de Los Hermanos foi-se o meu fim de semana. Descobri que o som dos irmãos se parece com Adriana Calcanhoto - e sua melancolia; tem a ver com Ultraje a Rigor - nos exageros de “ciúme”; Paralamas do Sucesso - na valorização que dão aos metais; se assemelha a Belchior - pelos 25 anos "à palo seco"; tem um quê de Secos e Molhados - na originalidade, e até Angélica tocam - sem pudores e preconceitos musicais. Marcelo Camêlo é vascaíno, time pelo qual simpatizo.

    Ouvi, pela milésima vez uma frase que me persegue: “Você precisa deixar de ser bonzinho!”. Mas que mal há nessa minha “bondade”? Já viram aquela comunidade: “bonzinho só se fode”. Eu já fiz parte, mas saí depois que aprendi que ser bonzinho nem é tão mau assim. Uma vez escrevi um texto revoltoso com meu excesso de benevolência, que achava eu, beirava a ingenuidade de ser bobo. Mas parei com essa bobeira. Afinal a bondade de coração é uma virtude, não é mesmo Jesus (com quem tenho conversado pouco ultimamente, mas que no fim de semana me deu a oportunidade de me achegar)?! Bem aventurança como ele diz.

    É fato que, as vezes, o bonzinho perdoa fácil demais, dá sua vez para outros, se importa demais com o bem estar geral da nação, e faz de tudo para apartar. Mas daí dizer que isso é ou não ruim. É lógico que uma maldadezinha de vez em quando não dói. Logo depois de ouvir essa frase, a mesma pessoa voltou atrás: “Ah, não deixa de ser como você é não”. É que no fim a bondade prevalece. Nos filmes o bem sempre vence, e coisa e tal.

    De onde vem a calma daquele cara?
    Ele não sabe ser melhor, viu?
    Como não entende de ser valente
    Ele não saber ser mais viril
    Ele não sabe não, viu?
    Às vezes dá como um frio
    É o mundo que anda hostil
    O mundo todo é hostil

    De onde vem o jeito tão sem defeito
    Que esse rapaz consegue fingir?
    Olha esse sorriso tão indeciso
    Tá se exibindo pra solidão
    Não vão embora daqui
    Eu sou o que vocês são
    Não solta da minha mão
    Não solta da minha mão

    Eu não vou mudar não
    Eu vou ficar são
    Mesmo se for só não vou ceder
    Deus vai dar aval sim
    O mal vai ter fim
    E no final assim calado
    Eu sei que vou ser coroado rei de mim.

    Marcelo Camêlo

  12. "

    27 de agosto de 2008

    Algumas frases atribuídas à Gabriel Garcia Marquez, gênio da literatura de quem ultimamente estou 'devorando' um livro.

    "
    Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.


    "
    É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem saber ver.


    "
    Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.


    "
    Te amo não por quem tu és,mas por quem sou quando estou contigo.