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  1. "Pra lá de pra frente" é Roberta Sá, cantora que ganha o primeiro lugar na minha lista de músicas pra dividir. Ela diz preferir ouvir ou ler em críticas que é "ótima" ao invés de "bonita". Pra mim é os dois.

    Foi realmente um achado prazeroso a recente obra dessa ótima e bonita cantora e compositora da nossa música. Além de regravar vários nomes consagrados da MPB, essa moça compõe que é uma beleza.

    Roberta Sá foi eliminada do Fama (programa da rede Globo), mas conquistou a fama. Ela, porém, não precisa ser famosa. Pois é artista, de verdade!

    Em parceria com o marido Pedro Luís - dos grupos musicais Monobloco e Pedro Luís e a Parede - ela fala sobre o tempo na bossa novíssima "Janeiros", sua primeira composição: Já passaram dias, inteiros/Janeiros, calendário que nunca chega ao fim/Início sim e só recomeçar.

    Tem uma "lista" de novos compositores que parecem escrever sobre medida pra ela como, por exemplo, Carlos Rennó (autor de "Fogo e Gasolina"), Moreno Veloso e Quito Ribeiro (de "Mais Alguém") e o próprio Pedro Luís.

    Entre as regravações, músicas que consegue transformar em novas, ela tem um "favorito": Chico Buarque. É dele a música escolhida para abrir esse texto, "Essa moça tá diferente". Parece que foi feita pra ela. De Chico, Roberta também transforma "Pelas Tabelas" e canta, em dueto com o próprio compositor, a ótima "Mambembe".

    Canções antigas parecem contemporâneas quando cantadas por ela. Roberta Sá tem essa capacidade com sua voz doce, poderosa, afinada e marcante. Inesquecíveis regravações de Dona Yvonne Lara em "Cansei de esperar você" (transformado em um novo bolero), Dorival Caymi em "A vizinha do lado" (cuja letra remonta à própria Roberta que consegue "mexer com o juízo do homem que vai trabalhar", com todo respeito).

    Poderia ficar escrevendo sobre suas canções, em pouco tempo já inesquecíveis pra mim, por mais uns 10 posts. Mas prefiro sugerir que confiram vocês mesmos o repertório fora de série de Roberta Sá.

    Duas de minhas favoritas:




  2. 2º lugar - Hoje é dia de Maria

    18 de agosto de 2011

    Hoje é dia do talento “genético” dessa cantora que parece ter notas musicais ao invés de substâncias químicas em seu DNA. Hoje é dia da minha simpatia, quase amor, por essa grande intérprete da nossa música.

    Já devem ter sacado das entrelinhas que falo de Maria Rita. A pequena Maria Rita, com voz de gigante, que passou por cima de preconceitos de alguns sobre sua filiação e semelhança natural com a mãe Elis Regina. Pseudo-críticos que quiseram depreciar o talento da moça com comparações de que “ela não canta como Elis”, “ela tenta imitar a mãe”.

    Até posso entender essas afirmações, uma vez que sempre tentamos preencher o espaço deixado por artistas que nos atordoam vez ou outra com talento e força incomparáveis.

    Maria provou, no entanto, que veio pra fazer a diferença e ocupar um espaço que é só dela. A herança musical dos pais da moça - o pai, César Camargo Mariano, também é músico - deve ter ajudado, mas principalmente no despertar da sensibilidade musical que pode ser estimulada pelo ambiente no qual a pessoa vive ou viveu.

    Mas o talento, o dom que vem não sabemos de onde, Rita tem e é só dela. Voz, carisma, simpatia, beleza ao mesmo tempo simples e estonteante, timbres, musicalidade no corpo (assistam ao DVD Samba Meu para saber do que estou falando!).

    Maria Rita canta novos e velhos compositores. De Rita Lee à Marcelo Camelo, de Milton Nascimento à Moska, ela faz bonito sempre que abre a boca diante de um microfone. Surpreendeu ao soar tão bem em experiências musicais inovadoras, como as cheias de referências de diferentes estilos de Marcelo Falcão e a banda O Rappa.

    Encantou quando cantou sambas de todas as épocas em seus trabalhos mais recentes. Contribuindo para desbancar um pouco o preconceito que ainda persiste em excluir da mpb compositores sambistas talentosos da nossa MPB como Arlindo Cruz, entre outros.

    À Maria Rita minha homenagem rasgada de elogios.




    Num corpo só
    Picolé/Arlindo Cruz

    Eu tentei, mas não deu pra ficar sem você
    Enjoei de tentar
    Me cansei de querer encontrar
    Um amor pra assumir seu lugar

    É muito pouco,
    Venha alegrar o meu mundo que anda vazio, vazio
    Me deixa louco
    É só beijar tua boca que eu me arrepio,
    Arrepio, arrepio

    E o pior
    É que você não sabe que eu
    Sempre te amei
    Pra falar a verdade eu também
    Nem sei
    Quantas vezes eu sonhei juntar
    Teu corpo, meu corpo
    Num corpo só


    Vem!
    Se tiver acompanhada, esquece e vem
    Se tiver hora marcada, esquece e vem
    Vem!
    Venha ver a madrugada e o sol que vem
    Que uma noite não é nada, meu bem

  3. O jovem jornalista não tinha nada melhor pra fazer naquela noite fria de meados de 2009, em Juiz de Fora (MG). Fora a boa aula de um professor da pós sobre ferramentas de marketing, por aquele dia não havia passado nada de interessante e parecia que terminaria assim, sem mais. Assim que foi convidado por um grupo de amigos jornalistas do curso pra ir até um show que aconteceria no pátio central do campus da Universidade aceitou de pronto.

    Pronto para ouvir músicas que não conhecia e tomar umas cervejas enquanto trocava idéias com os colegas até a noite acabar e a madrugada chegar. Acabou chegando mais perto do palco para ver, admirado, a apresentação daquela nova trupe. Admirável novidade foi a poesia que entrou em seus ouvidos em forma de notas musicais, malabarismos, acrobacias em uma encenação mágica e teatral.

    O Teatro Mágico declamava suas músicas que pra ele se tornaram hinos de um momento ímpar na sua vida. Vital e momentaneamente tudo fazia muito sentido ao ouvir as letras de Anitelli que parecia que haviam sido escritas por ele (as músicas que ele queria ter escrito estavam ali, se poeta fosse). Não fosse a trupe do TM talvez não tivesse começado a se interessar por sons diversos que hoje divertem seus ouvidos.

    Inadvertidamente, fazia toda a diferença estar ali naquele momento, num dia que até então seria tão corriqueiro, mas que acabou deixando sua marca. Deixo vocês com o 3º lugar na minha lista de músicas pra dividir, aguardando o próximo ato deste espetáculo que já está por vir.



    O que se perde enquanto os olhos piscam

    O Teatro Mágico

    Pronde vai?
    Toda tampa de caneta?
    Todo recibo de estacionamento?
    Todo documento original?
    Isqueiro, caderneta,
    A camiseta com aquele sinal...
    Pronde vai... toda palheta?
    Pronde foi... todo nosso carnaval?
    Pronde vai?
    Todo abridor de lata?
    Toda carteira de habilitação?
    Recado não dado, centavo, cadeado?
    Todo guarda-chuva!
    Pra fuga pro temporal!
    Pronde vai... o achado, o perdido?
    Eu não sei, veja bem...
    Não me leve a mal...
    Pronde vai?
    Todo outro pé de meia,
    Carteira, brinco e aparelho dental?
    Pronde vai... toda diadema?
    Recibo, receita e o nosso enredo inicial?
    Pronde vai?
    Toalha de acampamento,
    Presilha, grampo, batom de cacau
    Elástico de cabelo
    Lápis, óculos, clips, lente de contato?
    A nossa má memória!
    A denúncia no jornal?
    Pronde vai... aliança, chaveiro, chave, chinelo?
    E o controle pra trocar canal
    Pronde vai?
    O solo que não foi escrito?
    Labareda nesse labirinto,
    O instinto, o reflexo, sem seguro
    O coro do socorro! o lançamento oficial!
    Pronde vai... a culpa da cópia?
    Pronde foi... a versão original!?
    Pronde vai?
    A bala que se disparô?
    O indício do vício que disseminou
    A busca do corpo por algo vital?
    A firmação do pulso! o discurso radical!
    O troco em moeda... a lição da queda
    Pronde foi... nosso humor e moral?
    Pronde vai? todo nosso desalento
    Morre brisa nasce vendaval
    Pronde vai a reza vencida pelo sono
    Ela vale? me fale... me de um sinal!

    São Longuinho
    Me fale me de um sinal!

    Pra onde foi?
    O canhoto, benjamim de tomada
    Simpleza, prudência, clareza... consideração!
    Autenticidade, compaixão, certeza... o perdão
    A urgência, carrega a dor de bateria,
    O extrato, a ponta, a conta nova, a cola e a extensão,
    O estímulo,o exemplo, a voz dissonante...
    A coragem do meu coração!

    São Longuinho, são Longuinho
    Me fale me dê um sinal!
    São Longuinho, são Longuinho
    Pra onde foi?
    A coragem do meu coração!



  4. 4º Lugar - Uma roda de samba

    27 de julho de 2011

    Minha carne é de carnaval, meu coração é igual...

    Da mesma leva de novos sambistas, o grupo Casuarina surpreendeu pelo talento e originalidade. Um grupo de amigos da faculdade de música se reuniu pra tocar clássicos do gênero. Ganharam os bares da Lapa, no Rio de Janeiro, e depois o Brasil. Têm inclusive sambas autorais e duas vozes talentosas puxando a roda: João Cavalcanti e Gabriel Azevedo.

    Entre ziriguiduns e balacobacos pelo Brasil e pelo Mundo, já se vão quase 10 anos de banda. O Casuarina gravou dois CDs pela gravadora Biscoito Fino e recentemente o MTV Apresenta, DVD que tem boas participações de Moska, Roberto Silva, Moinho, Wilson Moreira e Frejat. Com um som que passa também pelo choro, eles fazem samba como os grandes do gênero.

    Aí vai a minha preferida: uma versão da música dos Novos Baianos (Infelizmente não encontrei a versão de estúdio dessa música, com a ótima participação da Teresa Cristina)




    Swing de Campo Grande
    Composição: Paulinho, Morais e Galvão

    Minha carne é de carnaval
    Meu coração é igual
    Minha carne é de carnaval
    Meu coração é igual

    Aqueles que tem uma seta e quatro letras de amor
    Por isso onde quer que eu ande qualquer pedaço eu faço
    Um campo grande
    Um campo grande
    Um campo grande ê
    Um campo grande epa!

    Eu não marco touca
    Eu viro touca, eu viro moita
    Eu não marco touca
    Eu viro touca, eu moita

  5. 5º Lugar - Samba pra reunir

    19 de julho de 2011

    O samba entrou no meu gosto musical a pouco tempo, graças à amiga Roze Martins e sua paixão pelo gênero. Ela dividiu sua admiração pelos sambistas comigo e acabei encontrando outros amigos que me mostraram "antigas novidades". "Novidades" pra mim. "Antigas" porque se tratavam, em muitos casos, de músicas do tempo em que meu avô corria a Lapa nas gafieiras e era ritimista de escola de samba (pois é!).


    Na minha lista de músicas pra dividir, nada melhor do que um bom samba e sua capacidade singular de reunir. Diogo Nogueira é um dos expoentes desse atual momento do samba, em que clássicos esquecidos são redescobertos e novos sambas são criados "à moda antiga" (no jeito de compor as letras e na utilização de instrumentos). Filho do saudoso João Nogueira, o cara é compositor de novos clássicos e intérprete dos grandes nomes do nosso samba.

    Separei um samba do Noel Rosa, "Com que roupa?"; uma homenagem ao pai João Nogueira, autor de "Espelho", samba que o proprio João havia feito para o pai, e que Diogo cantou pra ele; e uma parceria com Marcelo D2.






  6. 6º lugar - Mais rock

    10 de julho de 2011

    "É rock, mas não só. Em seu caldeirão sonoro há elementos de ska, funk, influências das fanfarras do Leste Europeu e espaço para improvisos." (Estadão)

    "Sempre tivemos dificuldade em definir nosso estilo e durante muito tempo falamos da tal "feijoada búlgara" "(André Gonzales - vocalista da banda)

    "Se o nome do novo álbum dos brasilienses sugere que falta alguma coisa à banda, deve ser isso: falta você ouvir." (Canal Pop - Terra) Ps.: O nome do novo CD é "C_mpl_t_"

    "Um dos melhores produtos peneirados nos festivais de música independente que acontecem Brasil afora desde o fim da década de 1990, a banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju está no limiar entre uma adolescência despretensiosa e criativa e uma idade adulta promissora. " (Gazeta do Povo)

    5º melhor disco nacional de 2009 segundo a revista Rolling Stones.

    "Um dos melhores shows da minha vida" (De um amigo do trabalho)



    O Tempo
    Móveis Coloniais de Acaju

    A gente se deu tão bem
    Que o tempo sentiu inveja
    Ele ficou zangado e decidiu
    Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim
    Parece que até jantei
    Com toda a família e sei
    Que seu avô gosta de discutir
    Que sua avó gosta de ouvir você dizer que vai fazer



    O tempo engatinhar
    Do jeito que eu sempre quis
    Se não for devagar
    Que ao menos seja eterno assim



    Espero o dia que vem
    Pra ver se te vejo
    E faço o tempo esperar como esperei
    A eternidade se passar nos dois segundos sem você
    Agora eu já nem sei
    Se hoje foi anteontem
    Me perdi lembrando o teu olhar
    O meu futuro é esperar pelo presente de fazer



    O tempo engatinhar
    Do jeito que eu sempre quis
    Distante é devagar
    Perto passa bem depressa assim



    Pra mim, pra mim



    Se o tempo se abrir talvez
    Entenda a razão de ser
    De não querer sentar pra discutir
    De fazer birra toda vez que peço tempo pra me ouvir
    A gente se deu tão bem
    Que o tempo sentiu inveja
    Ele ficou zangado e decidiu
    Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim



    Eu que nunca discuti o amor
    Não vejo como me render
    Ah, será que o tempo tem tempo pra amar?
    Ou só me quer tão só?
    E então se tudo passa em branco eu vou pesar
    A cor da minha angústia e no olhar
    Saber que o tempo vai ter que esperar

    E o tempo engatinhar
    Do jeito que eu sempre quis
    Se não for devagar
    Que ao menos seja eterno assim

  7. 7º Lugar - MPB pra dividir

    3 de julho de 2011

    Lembra Marisa Monte, não? Vale a pena baixar o CD: da primeira à última faixa bom!



    Repara
    Monique Kessous

    Repara na gota de chuva que cai pelo mundo
    Repara no que não se espera mais aconteceu
    Escorre pelo seu olhar
    A chuva para de falar
    Repare e repare bem

    Aquele som que vem do nada sacudindo tudo
    Na ilusão que chega quando tudo se perdeu

    Se vá ficar
    Continuar ao final não pare
    Repare

    Quando chegar, conte
    Pr'outro lugar, ande
    Até se encontrar
    Perto de estar à vontade cante
    Cante que a vida é feita para se viver e cantar
    Repare

  8. 8º lugar - Rock para dividir

    26 de junho de 2011

    Nada dessas bandinhas coloridas com letra de música sertaneja e pagode tocada com guitarra. Rock bom ainda existe! É o som do Nevilton, banda que "descobri" vendo o comercial de um festival de rock na MTV. Aqueles 10 segundos de música que eu ouvia me chamaram a atenção e fui conferir.

    O Nevilton é mais uma das bandas que fazem parte do set list da Trama Virtual, um site que disponibiliza música gratuita e com boa qualidade para baixar e ainda paga o artista!!! Pois é, o artista disponibiliza as gravações e quando os downloads atingem um certo número a Trama paga determinado valor à banda. Pra nós é grátis, pra banda é remunerado (bom né?).

    É uma dessas bandas da nova geração influenciada pelos Los Hermanos e que traz alguns traços do indie rock internacional (leia entrevista com a banda). Enfim, tenho ouvido muito as músicas do Nevilton e faço questão de colocar no último volume no som do carro. As letras são boas e querem dizer muita coisa:



    O Morno
    Composição: Nevilton de Alencar


    Ele só queria ver o sol
    Mas nunca saía do seu quarto
    Culpava a incerteza e a distância
    Só se for fácil e garantido, aí eu faço

    Nunca joga nada e quer massagem (só massagem)
    Não quer nem ver o jogo e só quer gol (só quer gol)
    Não lê o livro, só quer a mensagem (nunca lê)
    E só chupa a laranja que um outro descascou

    Rezava, mas esquecia de crer
    Queria o bem, mas só levava a mal
    E quando, então, o papo era fazer
    Preferia voltar só no final

    Pois sempre foi mais fácil esperar (esperar)
    E ver as flores no jardim dos outros (no jardim)
    Esperar para ver no que vai dar (vai dar sim!)
    E se for legal, por que não fazer igual?

    Queria muito viver bem a vida
    Mas esquecia apenas de viver
    Passava o dia olhando pra parede
    E nunca via nada acontecer

    Queria saber como é viajar (viajar)
    Mas tinha medo de algo dar errado (dar errado)
    Então achava melhor nem tentar (nem tentar)
    E esquecia que podia ter amigos ao seu lado

    Enfim, um dia ele acordou pra vida
    E experimentou o que é viver
    E amou, errou, tentou, leu, descobriu...

    Que é natural nem tudo sair como se espera
    Mas todo ano chega a primavera
    E o calor do sol sempre ta aí pra te abraçar
    Pode sorrir!

  9. Direto do pendrive da minha namorada, esta banda de dois integrantes chamada Pouca Vogal é exemplo de como existe música boa no Brasil além do eixo cultural Rio-São Paulo. Aliás, esse eixo imposto pela grande mídia, na minha opnião, pode-se dizer que se trata de uma ditadura musical que excluía (até que chegou a internet) o restante do país. Mas voltando à lista, Pouca Vogal é um projeto de dois músicos gaúchos dissidentes de bandas de pop/rock: Humberto Gessinger - Engenheiros do Hawaii e Duca Leindecker.

    Assisti a um show deles no Rio e achei muito legal o fato de parecer existir no palco uma banda, quando na verdade são só os dois tocando. Além tocar os violões com as mãos, os músicos se encarregam de tocar instrumentos de percussão com os pés e instrumentos de sopro com a boca (a gaita do Gessinger). O nome "Pouca Vogal" faz referência a predominância de letras consoantes nos sobrenomes dos dois integrantes.

    Vale a pena baixar as músicas disponíveis no site www.poucavogal.com.br, mas é bom procurar outras gravações deles, como esta no vídeo e letra abaixo, que é a minha favorita:




    Dia Especial
    Pouca Vogal
    Composição: Duca Leindecker / Cidadão Quem

    Se alguém já te deu a mão
    E não pediu mais nada em troca
    Pense bem
    Pois é um dia especial


    Eu sei que não é sempre que a gente encontra
    Alguém que faça bem e nos leve desse temporal
    O amor é maior que tudo
    Do que todos até a dor se vai

    Quando o olhar é natural
    Sonhei que as pessoas eram boas
    Em um mundo de amor
    E acordei nesse mundo marginal

    Mas te vejo e sinto
    O brilho desse olhar que me acalma
    Me traz força pra encarar tudo
    Mas te vejo e sinto
    O brilho desse olhar que me acalma
    Me traz força pra encarar tudo
    O amor é maior que tudo, do que todos, até a dor

    Se vai quando o olhar é natural
    Sonhei que as pessoas eram boas
    Em um mundo de amor
    E acordei na terceira guerra mundial

    Mas te vejo e sinto
    O brilho desse olhar que me acalma
    Me traz força pra encarar tudo (4x)

  10. Tá cheio de música boa na MPB rolando por aí. E tudo por causa da internet que nos possibilitou ver e ouvir pessoas talentosas dos mais diversos cantos do país e dos mais diferentes gêneros musicais - artistas que talvez nem pensaríamos em ouvir. Dá pra dizer que nos últimos anos, pra ser conhecido, um artista precisa "aparecer" muito mais na rede do que na TV.

    E o bom é que temos a LIBERDADE de escolher ouvir o que quisermos sem o "agenda setting" da grande mídia (tão chata e conservadora na maior parte do tempo). E melhor do que isso é poder dividir nossos gostos musicais com "todo mundo" e "trocar figurinha": ouvir sugestões dos outros sobre o que ouvir.

    Pensando nisso começo hoje uma nova LISTA com as músicas que fizeram a minha cabeça nos anos 2000, por causa da internet e da troca de pendrives com amigos. Coisas que eu "descobri" ou me foram apresentadas, e que eu gostaria de dividir (share).

    Em 10º Lugar:



    Felicidade
    Com Marcelo Jeneci e Laura Lavieri
    Composição: Marcelo Jeneci/ Chico César


    Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz.
    Sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.
    Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
    Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
    Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz.
    Se chorar, chorar é vão porque os dias vão pra nunca mais.

    Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
    Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
    Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
    Chorar, sorrir também e dançar.
    Dançar na chuva quando a chuva vem.

    Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
    Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
    Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
    Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.

    Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
    Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
    Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
    Chorar, sorrir também e dançar.
    Dançar na chuva quando a chuva vem.

  11. E pro dia dos namorados...

    11 de junho de 2011

    Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração,
    E quem irá dizer que não existe razão...



  12. Nossa insensatez

    7 de junho de 2011

    Ouvir e calar
    Calar até não conseguir segurar
    Segurar até precisar extravasar
    Extravasar sem medir as consequências
    É a minha insensatez

    Falar sem pensar
    Pensar que tudo está fora do lugar
    Dar lugar à raiva e extravasar
    Extravasar sem medir a força das conseqüências
    É a sua insensatez

    Insistir em perdoar
    Pedir perdão e não parar de errar
    Errar e esquecer a promessa de mudar
    Prometer sem ter forças pra cumprir
    Ser imperfeito, ser humano
    Enfim, amar sem medida
    é a nossa insensatez