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Allan Stewart Königsberg
28 de março de 2011
O nome do título acima é na verdade como se chama de verdade o diretor americano mais conhecido como Woody Allen. A ele são atribuídas várias ótimas (e algumas polêmicas) frases que resolvi publicar. Aí vai:
"As pessoas sempre se enganam em duas coisas sobre mim: pensam que sou um intelectual (porque uso óculos) e que sou um artista (porque meus filmes sempre perdem dinheiro)".
"Separei-me de minha esposa porque ela era terrívelmente infantil. Uma vez, eu estava a tomar banho na banheira, e ela afundou todos os meus barquinhos sem nenhum motivo aparente".
"Só há um tipo de amor que dura, o não correspondido". (será?)
"É muito difícil fazer sua cabeça eseu coração trabalharem juntos. No meu caso, eles não são nem amigos".
"Noventa por cento do sucesso se baseia simplesmente em insistir."
"O mundo divide-se em pessoas boas e pessoas más. As pessoas boas têm um sono tranquilo. As pessoas más divertem-se muito mais".
"Não despreze a masturbação. É fazer sexo com a pessoa que você mais ama".
"O homem explora o homem e por vezes é o contrário".
"Não é que eu tenha medo de morrer. É que eu não quero estar lá na hora que isso acontecer".
"Eu era muito jovem para ter um carro, então transava com as moças no banco de trás de minha bicicleta".
"Se Deus existe, por que Ele não me dá um sinal de Sua existência? Como por exemplo, abrir uma bela conta em meu nome num banco suíço?"
"E se tudo que conhecemos for uma ilusão, e nada existe de verdade? Nesse caso, acho que paguei demais pelo tapete da sala".Postado por Unknown às 13:10 | Sessões: frases | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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4 comentários sobre o carnaval do Rio
15 de março de 2011
1 – A campanha dos meios de comunicação e veículos de imprensa deveria ser por mais banheiros químicos, e não para recriminar os “mijões”, que só o são pelo vergonhoso número de locais próprios. Vi propagandas chamando os foliões de cachorros, mas ficar na fila dos banheiros químicos que transbordavam (literalmente) é como se fôssemos porcos.
2 – Ajudei a fundar um bloco, no Santa Teresa (Rs). Pois é, subimos o famoso bairro carioca para um bloco que estava marcado para acontecer ali. Porém, ao chegarmos ao Largo dos Guimarães, não havia nada, apenas um tamtam e um pandeiro, três ou quatro pessoas nos perguntando: “Vocês estão procurando bloco? Então fica aqui...” O fato é que depois de alguns minutos já éramos 50, 100, 200, ... Se juntaram ao pandeiro e ao tamtam, um tamborim, um surdo e um trompete, pra folia ficar completa. Foi o ponto alto do carnaval pra mim, com direito a descida de bondinho pelo bairro, por apenas 60 centavos.
Ps.: Ano que vem tem mais “Procurando Bloco?”, o bloco que esquenta mais não sai, domingo a tarde em Santa Teresa.
3 – Da próxima vez vou tentar procurar os blocos menos famosos, pois em alguns casos quase não ouvi a música das bandas e baterias. Por conta da quantidade de gente, não dava pra chegar perto de alguns dos blocos.
4 – “Se você fosse sincera ÔÔÔÔ Aurora...” (a música do carnaval composta por Mário Lago e Roberto Roberti).Postado por Unknown às 10:36 | Sessões: comentários | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Carnavália
3 de março de 2011
(Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes)
Vem pra minha ala que hoje a nossa escola vai desfilar
Vem fazer história que hoje é dia de glória nesse lugar
Vem comemorar, escandalizar ninguém
Vem me namorar, vou te namorar também
Vamos pra avenida, desfilar a vida, carnavalizar
Na Portela tem Mocidade, Imperatriz
No Império tem uma Vila tão feliz
Beija-Flor, vem ver, a porta-bandeira
Na Mangueira tem morenas da Tradição
Sinto a batucada se aproximar
Estou ensaiado para te tocar
Repique tocou, o surdo escutou
E o meu corasamborim
Cuíca gemeu
Será que era eu
Quando ela passou por mimPostado por Unknown às 18:50 | Sessões: música | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Lista
17 de fevereiro de 2011
Resolvi fazer listas. A gente sempre faz listas do tipo “as melhores músicas que eu já ouvi”, “os melhores lugares onde eu fui”, “os melhores amigos (do momento)”, “as melhores festas da minha vida”, livros... Enfim, temos a necessidade de classificar. É humano e faz bem. Ajuda a definir padrões, mesmo que eles sejam apenas momentâneos. “Todas as pessoas classificam, porque classificar é uma ordem de raciocínio”, diz a teoria. E resolvi ordenar um pouco as minhas paixões. Começo pelo cinema – primeiro o internacional – pelo qual sou um aficionado convicto e confesso. Não é uma lista definitiva, e sempre pode haver mudanças, dependendo do momento da classificação. Era pra ser um Top 10, mas não queria ordenar e no fim das contas acabei selecionando 11 filmes.
Matrix – A trilogia: começo com esse novo clássico da ficção científica. Filmaço que inovou nos efeitos especiais. Dizem os críticos que apenas o primeiro filme foi bom porque trouxe vários questionamentos filosóficos sobre a sociedade líquida. Eu discordo. A “filosofia Matrix” foi muito bem explorada no primeiro filme e continuar aprofundando o que já estava profundo nos outros dois poderia tornar a história repetitiva, além disso, já no primeiro filme dava pra ter idéia do rumo que o roteiro ia nos levar.
O Senhor dos Anéis – A trilogia: trilogias precisam ser histórias que não caberiam em duas, três horas de reprodução. E três é um bom número, quatro fica um pouco demais. Não só pela extensão da obra de J.R.R. Tolkien, mas pelo instigante conteúdo, a saga do anel não poderia deixar de ser uma. Gosto de filmes que trazem a fantasia de universos irreais e este é um épico do gênero. Sobram atos heróicos para fazer quem assiste vibrar no banco do cinema. Memorável a atuação de Andy Serkis na pele de Gollum.
American Pie – A trilogia: Fechando a lista de trilogias, um título bem pipoca com guaraná. Contrariando as críticas mais intelectuais, o filme é um ícone do gênero “filme adolescente americano”. As situações são hilárias e num roteiro muito bem amarrado. Fora todos os clichês da sociedade colegial do Tio Sam, pessoalmente, tratou com humor vários dilemas da minha própria adolescência. As outras continuações dessa série não entram na minha lista, primeiramente porque não vi todos, segundamente porque não têm a mesma qualidade e principalmente porque não falam da mesma história com o mesmo grupo de personagens.
Queime depois de ler: os filmes dos irmãos Cohen (Ethan Jesse e Joel David) são sempre surpreendentemente maravilhosos. Escolhi este dentre os vários deles que vejo e revejo no meu DVD (Onde os fracos não têm vez, Um homem sério, E aí, meu irmão, cadê você?...). Os caras são vanguarda no que fazem, e seus filmes sempre deixam uma sensação de incômodo. “Queime...” é uma comédia inteligente que trouxe Brad Pitt num papel diferente do usual e mostrou que o galã sabe atuar.
Diamante de Sangue: inexplicavelmente (?!) filmes sobre jornalistas chamam minha atenção. Foi assim em Quase famosos, Todos os homens do presidente, O Informante, é assim em Diamante de Sangue. Tendo como pano de fundo o caos e a guerra civil que dominou Serra Leoa, África, na década de 1990, a película conta a história de Danny Archer, um ex-mercenário do Zimbábue que contrabandeava os diamantes de sangue (usados para financiar a compra de armas de guerra), e Solomon Vandy, um pescador da etnia Mende. Maddy Bowen é uma jornalista americana idealista que está em Serra Leoa para desvendar a verdade por trás dos diamantes. Maddy vai atrás de Archer como personagem para seu artigo, porém logo descobre que é ele quem precisa muito mais dela. Archer precisa de Solomon para encontrar e recuperar um valioso diamante rosa, porém Solomon pensa em algo muito mais precioso... seu filho. Reproduzi a descrição Wiki do filme porque não existiriam opiniões que traduzissem o quanto este filme é “valioso”. Só vendo mesmo.
Um grande Garoto: além dos bons roteiros, filmes conseguem me encantar quando trazem uma trilha sonora que complementa cenas, falas e personagens. Um grande garoto começa e termina com músicas que emolduram toda a boa história baseada no livro do escritor Nick Hornby. O elenco tem a talentosa Toni Collette, a bela Rachel Weisz e o regular (no melhor sentido da palavra) Hugh Grant. É a história de um garoto que ensina um marmanjo a crescer. Assista a dois clipes da trilha sonora do filme no post abaixo.
Volver: Escolhi este para falar do grande diretor Pedro Almodóvar, ostentor de uma filmografia cheia de obras-primas, como Má Educação e Mulheres a beira de um ataque de nervos, entre outros. Seus filmes são singulares porque sempre arrumam um jeito de tocar em questões tidas como tabus, principalmente em sociedades conservadoras como as de origem latina (Almodóvar é espanhol). Este filme traz a boa atriz Penélope Cruz no papel principal, da esposa que precisa se virar depois que o marido abusa da filha. Não conto mais porque o filme é surpreendente e vale a pena assistir.
Em busca da terra do nunca: Dois dos meus atores preferidos atuam juntos neste filme: Kate Winslet e Johnny Depp. Ambos estão brilhantes nesta história que nada mais é do que a metáfora da vida do escritor James Matthew Barrie, comparada com a de seu principal personagem, Peter Pan. Na “vida real” o menino sério que queria ser adulto rápido, mas que no fundo escondia a mais infantil das crianças, vira Peter no livro. A avó rabugenta, brava e superprotetora é a metáfora para capitão Gancho, o pirata vilão. A fada sininho é o sopro de vida que o escritor tenta levar à mãe dos meninos, que no livro como na vida real, acabam virando órfãos.
Vivendo a vida adoidado: é o típico filme “sessão da tarde”, clássico dos anos oitenta, sobre um jovem que mata aula com os amigos, passa o dia aprontando e no final não é pego. O sonho de qualquer estudande. Na mesma sacola coloco os ótimos Goonies, Mulher nota Mil e A dama de vermelho, entre outros, que fizeram a minha diversão na infância e que ainda fazem a minha cabeça.
O Monstro: comédia engraçadíssima do ator, produtor, diretor, roteirista, palhaço e gênio italiano Roberto Benigni. Já vi três filmes deste grande artista contemporâneo, entre eles o emocionante e triste A vida é bela, e gostaria de conhecer mais de sua obra. O Monstro conta de forma irreverente a história de um ladrão barato que se apaixona por uma policial (Nicoletta Braschi, esposa de Benigni na vida real e parceira em praticamente todos os seus filmes) e, por isso, acaba sendo confundido com um estuprador-assassino em série que anda à solta pela cidade.
Uma linda mulher: exemplar de um gênero de filmes que os americanos sabem fazer bem: as comédias românticas “mamão com açúcar”, que nem por isso deixam de ser bons filmes. Poderia citar uma série deles como Mensagem pra você, A teoria do amor, Um lugar chamado Nothing Hill, entre tantos... O filme tem Julia Roberts (ganhadora do Oscar pela consistente atuação em Erin Brockovich) no papel de uma prostituta que se apaixona por um ricaço e vive um romance digno de Cinderela. Aliás, esta é a grande sacada do filme, atualizar um velho e empoeirado conto de fadas.Postado por Unknown às 20:00 | Sessões: listas, opinião | 2 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Dois divertidos clipes da trilha sonora do filmaço Um grande garoto (leia acima o post sobre os "melhores filmes da minha vida", até o momento). Ps.: Os clipes devem ser vistos na sequência.
Postado por Unknown às 19:55 | Sessões: cenas, música | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Religiosamente
2 de fevereiro de 2011
A Santa Cruz me fez crescer
A Santa Cruz me ensinou a viver
Um pouco mais
Me trouxe luz, a Santa Cruz
Me fez sentir solidão
A Santa Cruz da paixão
Paixões passageiras de Santa Cruz
(Amor verdadeiro longe de lá)
Idas e vindas de Santa Cruz
Lugar das minhas saudades
Agora saudosa será
A Santa Cruz do povo unido
Dos conhecidos de Santa Cruz
Amigos certos de horas incertas
Que certamente ficarão
A Santa Cruz de Janeiro
Por que do Rio não era
apenas um rastro ligeiro
As bebedeiras de Santa Cruz,
As “forrozeiras” noites inteiras
Os sambas (ah os sambas!)
Lembranças boas de Santa CruzPostado por Unknown às 17:28 | Sessões: textos | 1 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Os direitos HUMANOS são os nossos
30 de novembro de 2010
Não falar porque todo mundo tá falando não é do meu feitio. Não sou do contra. Aliás sou a favor. Morador do Rio cinco dias da semana, mais atualmente na Cidade Maravilhosa do que na do Aço (meu endereço de correspondência), aqui onde os acontecimentos viraram o centro das atençõe na semana que passou.
Não dá pra não dizer que é bom andar na cidade com a sensação de que está melhorando. Eu que passei por uma van e um ônibus carbonizados nas minhas andanças vi de perto do que o crime (des)organizado é capaz. Encurralados eles tentaram, mas a resposta das autoridades, polícia, COMUNIDADE, imprensa foi, pela primeira vez, unísona. Todos tinham o mesmo objetivo que, por isso mesmo, foi alcançado.
"Eu vou à cidade hoje à tarde
Tomar um chá de realidade e aventura
Porque eu quero ir pra rua
Eu quero ir pra rua
Tomar a rua"
Dura a realidade de quem não tinha o direito básico de ir e vir nessa aventura que é morar por aqui. Tomou a rua a unanimidade de que não queríamos mais ficar trancados dentro de nossas próprias casas, vendo a vida passar pelo noticiário.
Passaram pela minha cabeça os mais diversos sentimentos e pensamentos. Dos mais radicais - a revolta que me fazia dizer: "tem que matar todo mundo". Aos mais politicamente corretos sobre a degradação social e blá,blá,blá.
"Não mais
Não mais aquela paúra
De ser encarcerado pra ficar seguro
Já cansei de me trancar
Vou me atirar
Já cansei de me prender
Quero aparecer
Aparecer, aparecer
Aparecer"
Precisava sair de casa na quinta feira, dia do início do cerco ao Alemão, para fazer uma compra indispensável para sexta-feira. Fui recomendado por todos - amigos, televisão, namorada, anjinho na orelha direita e diabinho na esquerda. Mas contrariei todo mundo e fui pra rua, tomar a rua. Voltei são, afinal não era como eles dizem na TV - não era violência generalizada.
"Eu sou da cidade, e a cidade é minha
Na contramão do surto de agorafobia
Agora eu quero ir pra rua
Porque eu quero, quero ir pra rua
Levar
A dura de cada dia
Sair da minha laia, chegar na sua"
Levamos a nossa dura de uma semana, mas no final tudo acabou relativamente bem. Ainda há muito pra fazer. Mas os acontecimentos finalmente mostraram que a sociedade tem que estar do lado certo. Nesse caso existe sim um lado certo. Afinal os direitos humanos são (primeiramente) os nossos, nós trabalhadores, pais e mães de família, estudantes, enfim todos que levamos a vida dignamente, dentro da legalidade e com o mínimo de respeito ao espaço do outro.
"Eu vou à cidade sem compromisso
Tomar um chá, um chá de sumiço no olho da rua
Porque eu quero ir pra rua
Eu só quero ir pra rua
Olhar a rua
Tomar, bem que se podia ar fresco
Topar Banksy a pintar afrescos"
* Com letra de Eu quero ir pra rua (Paula Toller/Coringa)Postado por Unknown às 18:05 | Sessões: música | 3 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Os Restos Mortais da Manchete
15 de novembro de 2010
Da série "Sempre na estrada", um interessante achado. Alguém se lembra da falecida rede Manchete de televisão? Pois é, numa pequena loja de Antiguidades às margens da BR-465 (antiga Rio-São Paulo), encontrei o antigo módulo metálico do "M" da extinta rede de televisão. A programação da Manchete foi ao ar em Junho de 1983 (inauguração da Rede Manchete) e deixou de ser exibida em Maio de 1999 (data em que a emissora trocou de nome passando a se chamar Rede TV!).
Módulos como este foram utilizados nas vinhetas da emissora, que na época não contava com computação gráfica avançada e precisava fazer objetos reais, e usava a tecnologia do cromaqui (o famoso fundo azul ).
Abaixo a imagem do mesmo letreiro no antigo estacionamento da empresa no complexo de Água Grande, no Rio de Janeiro, retirada do site http://www.redemanchete.net/ (recomento o site pra quem gosta da história da mídia brasileira).
Postado por Unknown às 12:31 | Sessões: álbum | 5 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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É preciso tomar partido
6 de outubro de 2010
Por que votarei em Dilma Rousseff *por Celso Barros
Os três principais candidatos nessa eleição presidencial são muito bons. A terceira colocada deve ser Marina Silva, e Marina Silva seria melhor presidente que 90% dos presidentes do mundo. Levando em conta só os competitivos, nos últimos dezesseis anos só Garotinho (que a The Economist traduzia como “Little Kid”) avacalhou nosso currículo, onde, na minha modesta opinião, devemos ter orgulho de ostentar Lula e FHC.
Mas é preciso escolher, e, no que se segue, argumentarei que a melhor opção para o Brasil no momento é uma ex-guerrilheira nerd.
1.
Um bom governo, na minha opinião, deve (a) ser democrático, (b) não avacalhar a estabilidade econômica, e (c) combater a pobreza e a desigualdade. Por esses critérios, o governo Lula foi indiscutivelmente bom.
O governo Lula, tanto quanto o governo FHC, foi um governo democrático. Quem lê jornal no Brasil não apenas percebe que é permitido falar mal do governo, mas pode mesmo ser desculpado por suspeitar que falar mal do governo é obrigatório por lei. Os partidos de oposição atuam com plena liberdade, os movimentos sociais, idem, e, aliás, eu também. O Olavo de Carvalho se mandou para os Estados Unidos, dizem que com medo de ser perseguido politicamente, mas, se tiver sido por isso, foi só frescura. De qualquer modo, nunca antes nesse país exportamos tantos Olavos de Carvalho.
A economia foi muito bem gerida durante a Era Lula, a despeito do que falam muitos petistas (talvez preocupados com a falta de oposição competente). Companheiros, deixemos de falar besteira: a política econômica foi um sucesso. Mantivemos o bom sistema de metas de inflação implantado por Armínio Fraga no (bom) segundo governo FHC, e acrescentamos a isso: uma preocupação quase obsessiva por acumular reservas internacionais, a excelente ideia de comprar de volta nossa dívida em dólar, e medidas de incentivo fiscal quando foi necessário. A dívida como proporção do PIB caiu consideravelmente, e só voltou a subir quando foi necessário combater a crise. Certamente voltará a cair já agora.
Por essas e outras, fomos os últimos a entrar e os primeiros a sair da maior crise econômica desde 1929. Os tucanos se consideravam uma espécie de Keynes coletivo por terem sobrevivido à crise do México. Com muito menos custo, sobrevivemos à crise dos EUA. E isso se deu porque a economia durante a Era Lula foi muito mais bem administrada do que durante o primeiro governo FHC. No segundo governo FHC, aí sim, a economia foi bem gerida, e Lula fez muito bem em copiar seus métodos de gestão.
E, na área social, o Lula realmente se destaca na história brasileira, e na conjuntura econômica mundial. FHC não merece nada além de parabéns por ter copiado o Bolsa-Escola do governo petista do Distrito Federal (cujo governador havia idealizado o programa ainda na década de 80), e o PT merece críticas por ter atrasado sua adoção insistindo no confuso “Fome Zero” por tempo demais; mas, uma vez re-estabelecida a sanidade, o programa foi implementado com imenso sucesso, e, associado à política de recuperação do salário mínimo, e à boa gestão da economia, geraram resultados que não estavam nas projeções do mais otimista dos petistas em 2002. Para ser honesto, eu sempre votei no Lula, mas nunca achei que fosse dar tão certo.
A pobreza caiu algo como 43%. Vou dizer com palavras, para não dizerem que sou cabeça-de-planilha: a pobreza no Brasil caiu quase pela metade. Rodrigo Maia, escreva essa frase no quadro cem vezes. Mais de 30 milhões de pessoas (meia França, não muito menos que uma Argentina inteira) subiram às classes ABC. Cortamos a pobreza extrema pela metade (mas ainda é, claro, vergonhoso que tenhamos pobreza extrema). A desigualdade de renda caiu consideravelmente: a renda dos 10% mais ricos cresceu à taxa de 3 e poucos % na Era Lula, enquanto a renda dos mais pobres cresceu mais ou menos 10% ao ano, as famosas taxas chinesas. E tem uns manés que acham que os pobres votam no Lula porque são ignorantes ou mais tolerantes com a corrupção. Dê essas taxas à nossa elite e o Leblon inteiro tatua a cara do Zé Dirceu.
Não é à toa que o economista Marcelo Neri, um dos mais respeitados estudiosos da pobreza no Brasil, fala no período de 2003-2010 como “A Pequena Grande Década”. Tanto quanto sei, Neri não é petista.
Por outro lado, há algumas semanas, o sociólogo Demétrio Magnoli escreveu um balanço crítico do governo Lula, que considera um desastre. O artigo praticamente não tem nenhum número. I rest my case.
2.
Seria idiota dizer que isso não é, em nenhum grau, motivo para votar na Dilma. Dilma participou ativamente disso tudo, e, no mínimo, apoiou isso tudo. Marina Silva, é verdade, apoiou quase tudo isso. José Serra não o fez, e muitos de seus simpatizantes continuam convictos de que os últimos oito anos, em que a renda dos brasileiros mais pobres cresceu no ritmo da economia chinesa, foi uma era das trevas da qual a nossa elite bem pensante (hehehe) acordará em breve, chorando de felicidade porque era só um pesadelo.
Mas, até aí, eu considero que a Era FHC também foi boa para o país, por outros motivos, e mesmo assim foi bom que Lula fosse eleito em 2002 (como irrefutavelmente provado acima). Por que não seria esse o caso, agora?
Em primeiro lugar, porque não acho que será bom para o Brasil se o governo Lula tiver sido só um intervalo. Se Serra ganhar a eleição, eis o que se tornará a versão oficial sobre esse período: uns caras com diploma governavam muito bem o Brasil por muitas décadas, aí surgiu um paraíba muito carismático que acabou % ganhando a eleição, mas não fez nada demais, por isso eventualmente a turma do diploma retomou o controle da coisa toda. Coloquei um sinal de porcentagem no meio da frase para que ela tivesse pelo menos um erro que não fosse também papo furado.
É importante compreender que os novos atores que compõem o PT vieram para ficar, pois são sócios-fundadores de nossa democracia, e que, de agora em diante, o Brasil é um país com uma esquerda que sabe ser governo. Isso quer dizer que agora a direita, para vencer eleições, precisa apresentar boas candidaturas (de preferência sem roubar nossos sociólogos, ou economistas heterodoxos) e, o mais crucial de tudo, apresentar propostas para os mais pobres, que acabam de descobrir que podem melhorar imensamente suas vidas com o voto. A direita brasileira ainda não fez esse trabalho: continua pensando como se fosse um direito natural seu governar o país, e esperando que algum movimento legitimista re-estabeleça a ordem nesta budega.
Enquanto a justiça eleitoral não fizer o voto do Reinaldo Azevedo ter peso 50 milhões, a estratégia de fingir que o governo Lula não desmoralizou os anteriores, diminuindo a pobreza sem desestabilizar a economia, não vai ganhar eleição. Enquanto não tiver um projeto para o país (o que, diga-se, o Plano Real foi), a oposição não merece voltar ao governo. Como o PT dos anos 90, por exemplo, não merecia ganhar a presidência, pois seu programa era o que, no jargão sociológico, era conhecido como “nhenhenhém”. O PT venceu quando reconheceu que o papo agora era outro, e era preciso partir das conquistas já alcançadas. Não há sinal que consciência semelhante exista na oposição como bloco político, embora, sem dúvida, o candidato Serra o tenha compreendido.
3.
Mas esse tampouco é o melhor motivo para se votar na Dilma. O melhor motivo para se votar na Dilma é a Dilma.
Dilma tem uma trajetória política muito singular, como, aliás, tinham FHC e Lula. Quem tiver lido seu perfil recente** na revista Piauí pode notar que há tantos fatos interessantes na sua vida que o jornalista mal teve espaço para falar dela, como pessoa. Dilma foi guerrilheira, foi torturada, e, durante a democratização, entrou para o PDT. Quando visitou, recentemente, o túmulo de Tancredo, a turma de sempre reclamou que o PT não o havia apoiado no Colégio Eleitoral. Bem, Dilma, como o PDT, apoiou Tancredo. Eventualmente, foi parar no PT, onde cresceu fulminantemente, e foi beneficiada pela decisão da oposição de queimar um por um dos quadros petistas mais famosos, algo pelo que, suspeito, já começam agora a se arrepender. Estariam pior agora se o candidato do Lula fosse, digamos, o Dirceu?
Tem gente que, com temor ou esperança, acha que Dilma mudará o rumo da economia. Eu posso estar errado, mas, baseado no que vi até agora, acho o seguinte: Dilma está singularmente posicionada para fazer com que, sob essa mesma política econômica, e com o mesmo compromisso com a justiça social, o país comece a crescer bem mais rápido do que cresceu nos últimos dezesseis anos.
Eu gosto de dizer o seguinte sobre política econômica: é verdade, o Banco Central desacelera o crescimento quando mantém os juros altos (e segura a inflação). Mas, a essa altura, o crescimento econômico já levou uma surra; antes de chegar no Banco Central, o carro do crescimento já tomou batidas da nossa falta de política de inovação, da baixíssima capacidade de investimento do Estado, da pobreza (que diminuiu, mas, para nossa vergonha, ainda está aí), do nosso abissal nível de qualificação educacional, dos entraves inacreditáveis para se abrir ou fechar um negócio, dos problemas gravíssimos da nossa urbanização. Essa desacelerada que o Banco Central dá é porque, depois de tomar tanta batida, ou nosso carro desacelera ou ele desmonta na pista.
Nossa visão deve ser a seguinte: queremos ter produção tecnológica como a Índia, mas com muito mais preocupação com a justiça social, e queremos ter o crescimento da China, mas com a mais absoluta democracia e com as garantias ambientais necessárias. Se esses limites nos atrasarem um pouco, paciência, somos, em nossos melhores momentos, um país que leva essas coisas a sério. O que não é admissível é que qualquer coisa que não nossos princípios atrase nosso progresso.
Muita gente diz que Lula entregou a candidatura à Dilma de mão-beijada, mas, aproveito para advertir, muita calma nessa hora, meu povo. Lula também lhe entregou uma roubada incrível, que foi também um teste. Quando Dilma foi colocada na direção do PAC, experimentou em primeira mão o quão ineficiente é nosso Estado como indutor do investimento: uma legião de entraves burocráticos, pressões políticas e uma história de más prioridades tornaram nosso Estado incapaz de investir e de oferecer infra-estrutura (tanto física quanto legal quanto humana) para o investimento privado.
A beleza da coisa é que Dilma é uma c.d.f. obcecada por políticas públicas. Quem leu sua entrevista no livro organizado pelo Marco Aurélio Garcia e pelo Emir Sader não pode ter deixado de se divertir com a diferença entre as coisas que os entrevistadores querem perguntar e as coisas que ela quer responder: os caras lá falando do liberalismo, de não sei o que mais, e ela animadona com um jeito de furar poço de petróleo, com um jeito qualquer de administrar hospital. Respeito muito o Marco Aurélio, que foi meu professor, mas a Dilma sai da entrevista muito melhor que ele e o Sader.
Me anima especialmente que, em vários momentos, tenha visto Dilma puxando o assunto das políticas de inovação. O Brasil não vai dar um salto qualitativo em termos de desenvolvimento enquanto não produzir tecnologia. Tecnologia é o tipo de coisa que depende de bons arranjos entre governo e setor privado, e, a crer nos relatos até agora a respeito de sua passagem pelo ministério de Minas e Energia, Dilma tem uma postura pragmática saudável nessas questões.
Lula deu ao capitalismo brasileiro milhões de novos consumidores, e essa descendência política exigirá de Dilma compromisso forte com a inclusão social. Mas agora é hora de dar ao capitalismo brasileiro a competitividade necessária para que ele gere os empregos de que precisam os novos ex-miseráveis, os formandos do ProUni, ou das novas Universidades Federais, inclusive; é hora de montar um Estado que entregue aos cidadãos as cidades necessárias à boa fruição da vida moderna, e montar um sistema de inovação tecnológica que tire da direita o monopólio do discurso moderno.
Por conhecer melhor do que ninguém o tamanho desse déficit, e pelo que se depreende de sua postura até agora diante desses problemas, Dilma Rousseff é a melhor opção para a presidência do Brasil nos próximos oito anos.
Até porque, contará com um recurso que só o PT tem: uma imprensa tão hostil que o sujeito realmente, realmente tem que prestar atenção para não fazer besteira. Superego é uma coisa útil, senão você trava.
4.
Certo, mas deve ter gente pensando, ah, mas ela é só uma tecnocrata, vai ser engolida pelos políticos (o bom é que essa mesma turma dizia que o Lula, por não ser um tecnocrata, ia ser engolido pelos políticos). Deve ter gente, à direita e à esquerda, com esperança de manipular a Dilma. A Dilma, no caso, é aquela menina que, aos vinte e poucos anos, inspirava respeito até nos caras do Doi-Codi, como se depreende dos documentos da época. Se quiser ir tentar manipular essa dona aí, rapaz, boa sorte, vai lá. Depois você conta pra gente como é que foi.
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* Publicado no blog: http://www.amalgama.blog.br/Postado por Unknown às 11:46 | Sessões: textos | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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My blog is carbon neutral
3 de outubro de 2010
Dessas ações que podem fazer alguma diferença no mundo, encontrei por esses dias um selo virtual para neutralizar a emissão de gás carbônico dos blog's espalhados pela web. A campanha é simples: Basta colocar o selo e enviar o link do blog para o site kaufda. A fundação planta uma árvore para o blog compensando o CO2 emitido. Bem legal!
E-mail de resposta do "Make it green Team":
Hi Gabriel,
thank you so much for participating in our initiative and making your blog carbon neutral! We thank you for the support!
Here you can find some news about the reforestation: http://www.kaufda.de/umwelt/carbon-neutral/forest-update/
There are still some trees looking for a sponsor. So if you know some people who have a blog or website, pass it on and we'll make their blogs carbon neutral too!
Best, Melanie
"Make it green"-teamPostado por Unknown às 08:38 | Sessões: comentários | 1 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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De dentro do vagão
26 de setembro de 2010
Andar de trem no Rio de Janeiro pode ser uma experiência interessante de observação. Várias realidades diferentes passam por você, por onde passa o trem. Às margens da ferrovia, os marginalizados se mostram e todos os tipos de pessoas, das mais diferentes raças, credos, condições sociais se misturam. Sempre que preciso andar reparo várias coisas. Dessa vez resolvi registrar.
"Senhores passageiros. Cuidado com o vão entre o trem e a plataforma!", anuncia o auto-falante. Uma mulher vendendo doces com o filho recém-nascido no colo numa espécie de suporte “canguru” é uma imagem que deixa perplexo. Misturam-se revolta e admiração. Revolta pelas condições a que o subemprego submete seres humanos ali, aos nossos olhos. Admiração por essa mulher anônima que precisa se alimentar e ao filho (e talvez outros). Ela passa e oferece seu produto, sem se fazer de vítima, sem pedidos de esmola, simplesmente faz seu “trabalho”.
Mais a frente, olhando pela janela, casas, praticamente em cima da linha, disputando espaço com o trem. Não dá pra saber se foram elas ou a linha férrea que chegou ali primeiro. As cidades têm pela frente o desafio de diminuir o déficit habitacional, não apenas construindo casas. Mas dando condições reais de habitação para milhares de pessoas. Li que a estimativa é de que no Rio o déficit é de 478 mil moradias. Mais ou menos 1.800.000 pessoas residindo em condições precárias. “E imaginem escutar o barulho infernal do trem passando dentro do seu quintal diariamente”, penso.
"Próxima estação Deodoro, saída pelo lado direito". Do lado de dentro, um menino que deveria ter uns 8 ou 9 anos de idade passa vendendo picolé. Ele deveria estar na escola, fazendo o dever de casa ou brincando na rua à uma hora dessas – coisas que eu fazia na idade dele. Logo atrás dele outro menino, com a roupa puída, descalço e sujo, pede esmolas. A verdade é que essas crianças, por estarem nas ruas sem a tutela de uma família bem estruturada, estão sujeitas aos mais diversos riscos como exploração sexual, dependência de drogas, violência. Outra verdade é que elas muitas vezes estão fugindo dessas mesmas situações dentro de casa.
Pela janela muros e fachadas exibem pixações. Desenhos obscenos, passagens bíblicas, siglas de facções criminosas, apelidos de “bandidos”, rabiscos sem sentido para quem vê e até mensagens políticas. Para a sociedade vandalismo puro. Para os pixadores, expressão, confronto direto com o poder público repressor, fragmento material da busca de prestígio e reconhecimento público – tentativa de sair do anonimato através de uma assinatura pública.
Na próxima estação entra um homem bem vestido que faz a propaganda: “A chave de fenda que faz muito mais do que uma chave comum. Anula a corrente de eletricidade. Não permite que você leve choque. Ótima para arrumar aquele ferro de passar roupas estragado, ou aquela tomada enguiçada. Apenas 2 reais”. Várias pessoas compram. Ele repete a publicidade no final do vagão, enquanto o trem para em outra estação. Neste momento, fiscais da prefeitura à paisana se identificam e rendem o vendedor ambulante que é obrigado a descer do trem.
Provavelmente ele terá seus produtos apreendidos. Prejuízo grande somado à multa que terá de pagar pela infração. No trem comentávamos uns com os outros. “Agora você vê. O cara estava só trabalhando...”, disse-me um desconhecido. Mais uma vez, um enorme desafio que os políticos eleitos daqui há alguns dias deveriam enfrentar de verdade. Porque aquele homem estava ali? Provavelmente porque lhe faltou um emprego que pagasse dignamente. A repressão da fiscalização é inútil se não for atacada a cerne do problema da informalidade.
"Favor não ultrapassar a faixa amarela". Na volta pra casa o trem vai lotado. Pessoas se empurram para entrar e sair dos vagões escassos. Cadê a quantidade suficiente de trens para levar todo mundo pra casa com o mínimo de conforto que até um animal mereceria? Num dos bancos, dois homens desconhecidos dormem de boca aberta, um encostado no outro, numa cena engraçada. A proximidade que a lotação proporciona quase torna os passageiros amigos íntimos.
Às margens da linha férrea, lixo por todos os lados – muito lixo. Como eu desceria na última das últimas estações, vi o que sobrou dos inúmeros doces e salgados, biscoitos e picolés, cervejas, refrigerantes e garrafas d’água compradas pelos passageiros durante a viagem. As latas de lixo nas portas vazias, e o chão repleto de embalagens. Falta de educação. Minha roupa amassada, meu corpo cansado. E eu me sentindo, como aquele vagão.Postado por Unknown às 12:11 | Sessões: textos | 2 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Centenários
19 de setembro de 2010
Pra não deixar passar em branco aqui n'O 'Vencedor. Um vídeo sobre os centenários de dois "filhos únicos" do samba: Noel e Adoniran. "Seu garçom faça o favor de me trazer depressa" umazinha pra comemorar.
Postado por Unknown às 09:05 | Sessões: cenas, música | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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