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Navegador
11 de março de 2009
"Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: 'Navegar é preciso; viver não é preciso.' Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande (...). Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha."
*Fernando Pessôa - Palavras de PórticoPostado por Unknown às 19:02 | Sessões: textos | 2 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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let the seasons begin
3 de março de 2009
União perfeita entre a (melodiosa e otimamente carregada de sopros e cordas) música Elephant Gun, do Beirut, e cenas da minisérie Capitu, a mulher dos olhos de cigana dissimulada de Machado de Assis. Parece que a música foi feita pra série e vice-versa.
Postado por Unknown às 18:08 | Sessões: cenas, música | 4 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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O fim
26 de fevereiro de 2009
Todo carnaval tem seu fim. E é o fim, é o fim...Postado por Unknown às 15:42 | Sessões: música | 2 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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18 de fevereiro de 2009
Direto do portal Comunique-se.
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Jornais admitem falhas na cobertura do caso Paula Oliveira
Carla Soares Martin e Sérgio Matsuura
Mesmo antes do fim da investigação da polícia suíça sobre o caso Paula Oliveira, jornais do Brasil admitem ter cometido falhas na cobertura. O suposto ataque de neonazistas contra a brasileira foi primeiramente noticiado pelo Blog do Noblat, e repercutido por praticamente toda a imprensa do País.
“Eu acho que a Folha foi mal como todos os outros jornais e veículos de comunicação. Foi precipitada. Compramos a notícia sem confirmação própria”, avalia o ombudsman da Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva.
O diretor de conteúdo do Estadão, Ricardo Gandour, afirma que o jornal registrou a informação divulgada pelo Blog do Noblat e foi a campo, com uma entrevista com o pai de Paula Oliveira e informações do Itamaraty. Porém, admite a falta do outro lado da história. “Ficou 24 horas num pé só. Serviu como um aprendizado para o futuro”, diz Gandour.
Essa é a mesma opinião do professor e ouvidor-geral da Empresa Brasil de Comunicação, Laurindo Leal Filho: “Os fatos eram graves demais para ficar em uma só versão”. Ele também ressalta a diferença da apuração realizada por blogs e por veículos de comunicação.
“Os blogs não substituem a cobertura jornalística. Os blogueiros não têm estrutura para planejar e executar uma cobertura. Para este caso, fazia-se necessária uma equipe de reportagem", afirma Leal Filho.
Apesar das avaliações negativas sobre a forma como a cobertura foi encaminhada, o ombudsman da Folha afirma que, se tivesse que decidir se daria ou não a notícia, também cometeria o erro.
“Se eu estivesse no lugar dos editores, iria cometer o mesmo erro. Existe uma cultura no jornalismo que tem que se dar a notícia o mais rapidamente possível”, admite Lins da Silva.Postado por Unknown às 18:31 | Sessões: textos | 1 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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A "teoria da dignidade no Carnaval"
15 de fevereiro de 2009
Em seu diário de bordo, enquanto viajava no navio Beagle fazendo os estudos que mais tarde culminariam com a conhecida (e ainda polêmica) "Teoria da Evolução das Espécies", Darwin escreveu sobre sua passagem pelo Brasil. Como todo bom turista não poderia ter vindo em época mais interessante: o Carnaval. Notem as ironias com que o cientista, no auge dos seus 22 anos e andando 'de galera', descreve os "perigos" do carnaval nordestino e a confissão sincera sobre as dificuldades de se manter "a dignidade" por aqui:
“Este é o primeiro dia do Carnaval, mas Wickham, Sullivan e eu, nada destemidos, estávamos determinados a encarar seus perigos. Esses perigos consistem em ser alvejado sem misericórdia por bolas de cera cheias de água e sair encharcado por grandes seringas de lata. Achamos muito difícil manter a nossa dignidade enquanto caminhávamos nas ruas.” (4 de março de 1832 - Salvador)Charge de Pavel Constantin
Postado por Unknown às 16:48 | Sessões: frases | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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A proporção inversa
7 de fevereiro de 2009
Passei mais devagar pela rua hoje. Diminuí o passo. Andei lento. No compasso inverso da saudade de você. A saudade veio depressa, já tinha percorrido a distância entre nós e ficado por aqui há algum tempo. Reduzi o ritmo. Sabia que você poderia - quiçá! - passar por ali. E cruzar meu caminho, pra eu poder te ver. Eu estava "mais querendo era te ver passar"* por ali. Demorar mais passando por ali aumentaria a chance de te ver. Mas você não passou. Talvez estivesse atrasada. Talvez nem fosse hoje ao lugar de sempre. Talvez tivesse ido mais cedo, pra resolver outras coisas. Talvez até tenha aprendido outro caminho. Talvez... ah, melhor nem pensar! Deus me livre. Talvez apenas, apenas, tivesse mudado o horário. O fato é que eu passei mais devagar pela rua hoje. Na proporção contrária da saudade que chegou depressa, já há algum tempo, e não passou. Quem dera te ver, quem dera passar.
*trecho da letra do samba-choro de Tião Carvalho - NósPostado por Unknown às 09:41 | Sessões: textos | 1 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Sempre na estrada..
28 de janeiro de 2009
Sacamos o celular do bolso e podemos registrar aquilo que nossos olhos vêem (este acento caiu?!). Fotos tiradas do celular de um aprendiz de viajante.
o forte da praia - cabo frio
pôr do sol em santa cruz (é uma planície!)
"falta tanta coisa na minha janela, como uma praia"
Postado por Unknown às 17:47 | Sessões: álbum | 1 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Cenas
22 de janeiro de 2009
Estréia hoje uma sessão nova no blog O Vencedor. "Cenas", na qual, como o próprio nome já fala por si, postarei trechos de filmes, da vida real, ou alguma cena engraçada, interessante... Pra começar bem escolhi duas cenas de filmes 'sobre' jornalistas. A primeira, retirada do filme Quase Famosos (Almost Famous - 2000), é "a mensagem que eu gostaria de mandar pros meus amigos". O filme tem como tema central um triângulo amoroso entre uma 'groupie', um rockstar e um jornalista 'foca' (novato). O pano de fundo é a viagem desse jornalista que cai na estrada e conhece o universo das bandas de rock dos anos 70. Na cena, esses amigos estão prestes a romper, até que começam a cantar a música.
A outra cena é retirada do filme Diamante de Sangue (Blood Diamond - 2006), que conta a história baseada em fatos reais de Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um ex-mercenário, e Solomon Vandy (Djimon Hounsou), um pescador africano. Durante a guerra civil na Serra Leoa, na década de 1990, as vidas dos dois africanos se cruzam na busca por um diamante. O pano de fundo é a participação da jornalista Maddy Bowen (Jennifer Connely), que está na África para escrever sobre o tráfico de diamantes. O interessante é que a história só pôde ser contada porque a jornalista estava ali. Ao mesmo tempo, o trabalho desenvolvido por ela foi essencial para escancarar e modificar um pouco a situação da guerra civil naquele país. No trecho, Maddy fotografa refugiados da guerra em um acampamento da ONU e o reencontro de Solomon Vandy com parte de sua família.
Postado por Unknown às 17:58 | Sessões: cenas | 3 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Há nove dias de 2009..
9 de janeiro de 2009
Camarada d'onde vem essa febre
Nossa alegria breve, por enquanto nos deixou...
Camarada viva a vida mais leve
Não deixe que ela escorregue
Que te cause mais dor
Caixa d'água guarda a água do dia
Não cabe tua alegria
Não basta pro teu calor
Viva a tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor
E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do norte
Que a noite entregou!
(Trecho de 'Camarada D'água' - O Teatro Mágico)Postado por Unknown às 17:23 | Sessões: música | 2 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Good news
19 de novembro de 2008
Se essa moda pega. A reportagem abaixo é sobre uma edição falsa do The New York Times, que noticia o fim da guerra do Iraque. Qual manchete teríamos se fosse no Brasil? "Aprovada lei que garante prisão comum para políticos corruptos". Ou algo do gênero. E vocês, meus oito ou nove leitores, qual manchete gostariam de ler numa situação hipotética?
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Grupo falsifica New York Times e anuncia fim da guerra do Iraque*
Por Michelle Nichols (Reuters)
NOVA YORK (Reuters) - Um grupo de zombeteiros distribuiu na quarta-feira mais de 1,2 milhão de exemplares falsos do jornal The New York Times, especialmente em Nova York e Los Angeles. "Termina a guerra do Iraque", era a manchete da edição, datada de 4 de julho de 2009.
O material bem produzido, com 14 páginas, é supostamente obra de um grupo chamado Yes Men, cujos integrantes já se fizeram passar por funcionários da Organização Mundial do Comércio e anunciaram o fim da entidade.
"É falso e estamos investigando", disse Catherine Mathis, porta-voz do NYT.
Uma nota distribuída por um site criado para essa edição (www.nytimes-se.com) disse que o jornal levou seis meses para ser feito, e que a impressão aconteceu em seis gráficas. A distribuição ficou a cargo de milhares de voluntários.
"Temos de garantir que (o presidente-eleito dos EUA, Barack) Obama e outros democratas façam aquilo para que foram eleitos", disse Bertha Suttner, que se apresenta na nota como um dos autores do jornal. "Após oito, talvez 28 anos de inferno (desde a eleição de George W. Bush e Ronald Reagan, respectivamente), precisamos começar a imaginar o céu."
Na capa do jornal, o tradicional slogan do NYT - "Todas as notícias que vale publicar" - virou "Todas as notícias que esperamos publicar".
Uma das notícias destacadas na capa diz o seguinte: "A ex-secretária de Estado Condoleezza Rice garantiu aos soldados que o governo Bush sabia desde bem antes da invasão que Saddam Hussein carecia de armas de destruição em massa".
A suposta existência de tais armas -- hoje descartada -- foi o principal argumento do governo de George W. Bush para invadir o Iraque e depor o ditador Saddam Hussein em 2003.
Outros títulos da primeira página dizem: "Aprovada lei do salário máximo"; "Nacionalizado, petróleo vai financiar esforços contra a mudança climática"; "Nação volta seus olhos para a construção de uma economia saudável".
Na página 3, um anúncio de página inteira - também falso -- diz que a ExxonMobil celebra o fim da guerra do Iraque e que a paz é "uma idéia com a qual o mundo pode lucrar". A ExxonMobil, com grandes interesses no Iraque pós-Saddam, é a maior empresa de capital aberto do setor global do petróleo.
Num panfleto distribuído aos voluntários que apanharam exemplares para distribuir, havia uma seção de "Perguntas Freq¼entes". Sobre "quem fez isso", a resposta é "quem sabe?. Há rumores de que o responsável seja um grupo de redatores de vários jornais tradicionais -- inclusive o The New York Times."
Os Yes Men, retratados em um livro e um documentário em 2004, também já se fizeram passar por executivos da ExxonMobil e do Conselho Nacional do Petróleo para discursar numa conferência canadense sobre o petróleo.
Em outra ocasião, se disfarçaram de agentes do órgão federal de habitação e prometeram, num evento diante do prefeito de Nova Orleans e do governador da Louisiana, liberar residências públicas abandonadas para milhares de habitantes pobres da cidade.
Mas eles não são os primeiros a falsificar o NYT. Segundo o blog "City Room", ligado ao próprio jornal, o caso mais famoso ocorreu durante uma greve de jornalistas em 1978, e envolveu nomes como o repórter investigativo Carl Bernstein, o escritor Christopher Cerf, o humorista Tony Hendra e o editor da Paris Review, George Plimpton.
*do portal G1Postado por Unknown às 14:09 | Sessões: notícias | 5 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Música
15 de novembro de 2008
É como o verso da bossa
O teu carinho constante
Tua vontade distante
Teus beijos tão raros
Teus lábios necessários
É como a cadência do samba
Tua alegria de criança
Teu corpo feito pra dança
Sedução involuntária
É como a música
a melodia
a companhia
a nostalgia de não ter você
você é música
incompreensível boa música
pros meus ouvidos
a canção preferida
na minha vidaPostado por Unknown às 08:49 | Sessões: música, textos | 0 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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Sobre escrever
2 de novembro de 2008
"Procura o que escrever, não como escrever." (Sêneca)
"O escritor é um homem que, mais do que qualquer outro, tem dificuldade para escrever." (Johan Wolfgang Von Goethe)
"É mais seguro escrever do que falar; falando improvisamos, para escrever refletimos." (Marquês de Maricá)
"Se você não quer ser esquecido quando morrer, escreva coisas que vale a pena ler ou faça coisas que vale a pena escrever." (Benjamin Franklin)
E uma frase minha postada ano passado:
"Me faz feliz escrever. Adoro as palavras e o efeito que elas produzem, os sinônimos e antônimos, as entrelinhas; os substantivos e verbos com força de adjetivos de um texto jornalístico."Postado por Unknown às 09:45 | Sessões: frases | 4 comentários | Enviar por e-mail Postar no blog! Compartilhar no X Compartilhar no Facebook |
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